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Governo investe e toma posição acionista no SIRESP

Governo investe e toma posição acionista no SIRESP

O Governo vai comprar quatro estações móveis para reforçar o SIRESP, no intuito de melhorar a capacidade daquele sistema de comunicações de emergência, que tantos problemas deu no combate aos fogos, com graves consequências no comando e controlo dos meios envolvidos na luta contra os incêndios. O investimento total é de oito milhões de euros.

O anúncio foi feito, este sábado, pelo ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, durante o Conselho de Ministros convocado para discutir as graves falhas detetadas na época de incêndios.

Pedro Marques anunciou também que foi ainda negociada uma ligação satélite, para ser associada às comunicações de emergência. As comunicações satélite irão funcionar como complemento e redundância à rede tradicional e irá ser acionada sempre que falhar o sistema rádio.

As quatro estações móveis irão juntar-se às três existentes, distribuídas pela GNR, PSP e ANPC, mas cujo número foi sempre considerado insuficiente, face às falhas da rede de comunicações baseada em cabos aéreos, facilmente destruídos pelos incêndios e que impediam as ligações entre o comando das operações e os bombeiros e GNR.

Pedro Marques revelou também que, para melhoria do sistema SIRESP, estão a decorrer negociações entre a PT e a Infraestruturas de Portugal para instalações dos cabos em calhas subterrâneas e vão ser ainda dados benefícios a empresas que optem por esta solução.

Uma vez que os cabos que alimentam o SIRESP suportam também as comunicações de telemóvel, com esta nova fórmula de instalação, o Executivo pretende dar também mais capacidade a todas as comunicações.

Estado toma posição acionista no SIRESP e admite a prazo controlo

O Governo anunciou também que tomará posição acionista no SIRESP (Rede de Emergência e Segurança), podendo inclusivamente chegar ao seu controlo, e promoverá programas para enterramento de cabos aéreos e limpeza de vias.

"O Estado tomará uma posição acionista e poderá chegar a uma situação de posição de tomada de controlo sobre a sociedade", salientou.

Para já, de acordo com Pedro Marques, o Estado converterá em ações créditos da Datacomp e da Galilei, "o que significa participação na gestão da rede SIRESP", acentuou.