Cavaco Silva

PCP acusa Cavaco de agir como "representante" de PSD e CDS-PP

PCP acusa Cavaco de agir como "representante" de PSD e CDS-PP

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou Cavaco Silva de atuar "não como Presidente da República" mas como "representante de PSD e CDS-PP" em "assumido confronto" com a Constituição.

As palavras do chefe de Estado ao indigitar Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro resultaram, dizem os comunistas, numa "intolerável" atitude "de pressão e chantagem sobre os deputados e as opções que estes devem assumir".

"O Presidente da República torna-se responsável pela atitude de confronto com a Constituição e pela instabilidade que gera e consequências políticas e institucionais dela decorrentes", prosseguiu Jerónimo de Sousa numa conferência de imprensa no parlamento.

O secretário-geral do PCP considerou ainda que o Presidente da República "abusou das funções" , por se ter comportado como "tutor da coligação" PSD/CDS-PP ao "resgatar estes partidos da expressiva derrota".

Jerónimo de Sousa usou várias vezes a palavra "intolerável" para classificar a opção de Cavaco Silva, que disse ter tido uma "atitude humilhante" de subserviência externa e feito "juízos de valores sobre terceiros".

Recorde-se que Cavaco Silva, ao anunciar quinta-feira - numa comunicação ao país - que indigitou o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, para o cargo de primeiro-ministro, criticou as "forças políticas" que defendem a revogação do Tratado de Lisboa, do Tratado Orçamental, da União Bancária e do Pacto de Estabilidade e Crescimento, assim como o desmantelamento da União Económica e Monetária e a saída de Portugal do Euro, para além da dissolução da NATO".

O líder dos comunistas anunciou que o PCP vai apresentar uma moção de rejeição ao Governo da coligação, "pondo termo a uma política de destruição e declínio", e que há condições para apoiar o PS na "adoção de uma política que assegure uma governação duradoura".

Questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade do Presidente da República não viabilizar um governo da Esquerda, mantendo-se o atual em gestão, Jerónimo de Sousa respondeu que "nesse caso" o Presidente será "responsável pela instabilidade política que seja criada".

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