Pandemia

Doentes transferidos para unidades de retaguarda para libertar hospitais

Doentes transferidos para unidades de retaguarda para libertar hospitais

O Governo alargou as valências atribuídas às Estruturas de Apoio de Retaguarda (EAR) para libertar camas de internamento nos hospitais para poder receber mais doentes com covid-19.

De acordo com um despacho publicado esta quarta-feira em Diário da República, as EAR passam a receber também, excecionalmente, "pessoas internadas em unidades hospitalares devido a condições clínicas não relacionadas com o SARS-CoV-2 e com alta clínica, a quem a autoridade de saúde ou outros profissionais de saúde tenham determinado vigilância ativa com apoio médico, mas sem necessidade de internamento em unidade hospitalar ou em outra unidade de saúde".

Até ao momento, as EAR destinavam-se apenas ao acolhimento de pessoas infetadas com o novo coronavírus e de utentes de lares para idosos infetados com SARS-CoV-2, que necessitassem de apoio específico, mas não precisassem de internamento hospitalar.

O despacho assinado pelo Ministro da Administração Interna, pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e pela Ministra da Saúde vem assim reforçar a capacidade de resposta no combate à pandemia de covid-19.

Atualmente a rede nacional de EAR, complementar à rede constituída pelos municípios, conta já com 20 estruturas operacionais, com uma capacidade total máxima instalada para 2.069 utentes. Destas, apenas 11 já acolhem utentes, num total de 144.

De acordo com um comunicado do Ministério da Administração Interna, existem outras 8 EAR em fase de instalação, completando assim a rede nos 18 distritos de Portugal continental (com pelo menos uma estrutura em cada distrito). "No total, a rede contará com uma capacidade máxima que ultrapassa as 2.300 camas", explica.

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As despesas relativas a alimentação, eletricidade, aquecimento, gás, água, telecomunicações, lavandaria, limpeza e higienização das instalações das EAR são suportadas pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Nesse sentido, "a ANEPC pode agora, de acordo com as necessidades definidas pela respetiva coordenação técnica, celebrar protocolos de colaboração com as entidades detentoras das infraestruturas onde sejam instaladas as EAR, os quais podem prever o fornecimento, por parte de entidades terceiras, desses serviços", explica o comunicado.

As 20 EAR já operacionais são as seguintes:

- 1 EAR no distrito de Aveiro: Vila Maior - Santa Maria da Feira;

- 1 EAR no distrito de Beja: Centro de Acolhimento das FFAA - Base Aérea n.º 11;

- 1 EAR no distrito de Braga: Hotel João Paulo II;

- 1 EAR no distrito de Bragança: Pousada de Juventude de Bragança;

- 1 EAR no distrito de Castelo Branco: Pousada da Juventude de Castelo Branco;

- 1 EAR no distrito de Évora: Residência Universitária;

- 1 EAR no distrito de Faro: Unidade Hoteleira em Alvor;

- 1 EAR no distrito da Guarda: Centro Apostólico da Guarda;

- 1 EAR no distrito de Leiria: Seminário Diocesano de Leiria;

- 1 EAR no distrito de Portalegre: Centro de Negócios Transfronteiriços - Elvas;

- 4 EAR no distrito do Porto: Antigo Hospital de Paços de Ferreira; Mosteiro de Sta. Escolástica - Santo Tirso; Pousada da Juventude - Porto; Seminário do Bom Pastor - Valongo;

- 1 EAR no distrito de Santarém: Centro Francisco e Jacinta Marto - Fátima;

- 1 EAR no distrito de Setúbal: Base Naval do Alfeite (que funciona como EAR para a Área Metropolitana de Lisboa, servindo também o distrito de Lisboa) - Almada;

- 1 EAR no distrito de Viana do Castelo: Centro Cultural de Viana do Castelo;

- 1 EAR no distrito de Vila Real: Pousada da Juventude - Alijó;

- 2 EAR no distrito de Viseu: Pavilhão do Fontelo - Viseu; Pousada da Juventude - São Pedro do Sul.

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