Covid-19

Governo mantém país a três velocidades: alerta, contingência e calamidade

Governo mantém país a três velocidades: alerta, contingência e calamidade

A situação na Área Metropolitana de Lisboa está a melhorar, mas o Governo decidiu manter o país nas três situações distintas de combate à covid-19 por mais 15 dias. As restrições são para manter e, apesar de o Executivo as considerar suficientes, assume que não terá problema em reforçá-las.

As 19 freguesias mais afetadas em redor de Lisboa continuam em Estado de calamidade, a Área Metropolitana de Lisboa permanece em Contingência e o resto do país em Alerta, revelou, esta segunda-feira, a ministra Mariana Vieira da Silva.

Salientando que a situação de propagação da covid-19 na região de Lisboa está a melhor, ainda não deixa o Governo "tranquilo", explicou Vieira da Silva, após uma reunião com os autarcas dos municípios da Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Sintra, onde se localizam aquelas freguesias.

"Não estamos em condições de atenuar o acompanhamento que é feito em Lisboa", disse a governante, frisando que o Governo não tem problemas em "assumir que não temos condições para mudar" as medidas em vigor na região da capital.

A taxa de incidência da covid-19 por cem mil habitantes na região passou de 154 doentes para 121. Continua a existir um "número significativo" de surtos e o vírus ainda se transmite na comunidade.

"Achamos que é necessário manter o mesmo grau de vigilância, apesar da taxa de incidência ter melhorado nos últimos 15 dias", estimou, acrescentando que os números "carecem de uma avaliação constante" e que há "uma situação decrescente que precisa de ser consolidada".

Sobre o trabalho no terreno das equipas de saúde pública, Mariana Vieira da Silva revelou que os inquéritos a infetados estão a ser realizados em 24 horas e ao fim de semana, tendo diminuído o número de incontactáveis.

Para já, "a tendência é de um decréscimo na generalidade", tendo a ministra assegurado que "não são preciosas medidas adicionáveis" às que existem, como as proibições de ajuntamentos e as respetivas sanções aplicáveis.

Porém, "em qualquer momento em que seja preciso definir medidas mais duras de vigilância não teremos qualquer problema em fazê-lo", avisou.

Além dos autarcas, na reunião estiveram ainda os ministros da Administração Interna, da Saúde e a do Trabalho, além do Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, na qualidade de Coordenador da Região de Lisboa e Vale do Tejo.

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