Covid-19

Governo muda estratégia: vacinas em stock vão ser usadas nos lares de idosos

Governo muda estratégia: vacinas em stock vão ser usadas nos lares de idosos

O coordenador do plano nacional de vacinação contra a covid-19, Francisco Ramos, explica que a "melhor gestão de stock" das vacinas invocada pelo primeiro-ministro significa que parte das doses que estão a ser reservadas para a segunda toma serão usadas na vacinação dos utentes dos lares e das unidades de cuidados continuados.

Esta alteração "vai permitir aumentar a proteção destas pessoas que são as mais vulneráveis a surtos", ao otimizar "a gestão dos stocks de vacinas para a segunda dose". O objetivo é, até ao final do mês de janeiro, conseguir terminar a primeira toma nos residentes destas instituições, tal como avançou na passada segunda-feira o primeiro-ministro na comunicação ao país em que revelou alterações às regras de confinamento em vigor.

"Vamos conseguir antecipar a primeira toma da vacina nos lares, garantindo a segunda toma para toda a gente", dentro do período de 21 dias, disse ao JN Francisco Ramos, admitindo que esta alteração está relacionada com as dificuldades da farmacêutica Pfizer em cumprir com as entregas no tempo previsto.

Esta semana, Portugal só recebeu metade das 80 mil doses que estavam previstas chegar. E para as próximas semas a quebra prevista é de 16% face ao que estava estipulado.

O coordenador do plano de vacinação contra a covid explica que "a primeira dose já dá um nível de proteção que não é completo", mas permite a criação de anticorpos. Francisco Ramos relembra o estudo feito no Hospital de São João, onde se verificou que 95% dos profissionais de saúde vacinados já tinham desenvolvido anticorpos contra a covid, quinze dias depois da primeira toma. Segundo o coordenador, "estas alterações dizem respeito a apenas esta semana e atingem entre 50 e 60 mil pessoas".

Francisco Ramos adianta que esta semana estão a receber a segunda toma da vacina os profissionais de saúde vacinados na última semana de dezembro.

A Pfizer anunciou, na passada sexta-feira, que haveria uma quebra nas entregas das vacinas contra a covid-19 na Europa. Na passada segunda-feira, António Costa anunciou que, face a esta nova informação, o Governo tem condições de ter "uma melhor gestão do stock de vacinas e acelerar o processo de vacinação nos lares".

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