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Governo promete fazer "corte histórico" na despesa

Governo promete fazer "corte histórico" na despesa

O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, prometeu, esta sexta-feira, um "corte histórico" no Estado da parte da despesa, assegurando que é intenção do Governo "dar o exemplo" aos portugueses.

"Todo o Governo quer dar o exemplo. A austeridade tem de ser feita no Estado. Não podemos pedir grandes sacrifícios aos portugueses se o Estado não der o exemplo", disse aos jornalistas à margem de uma visita à Autoeuropa e ao parque industrial envolvente.

Álvaro Santos Pereira anunciou ainda para a próxima semana medidas para "relançar os centros de emprego", remetendo para "o seu tempo próprio" comentários sobre um eventual imposto especial sobre os mais ricos para.

O governante visitou a parte da montagem final da Autoeuropa, marcando, depois, presença junto da Faurecia, empresa fornecedora presente no parque industrial de Palmela, e junto da ATEC, uma academia de formação para jovens.

No que ao ministério que tutela diz respeito, Álvaro Santos Pereira diz que a percentagem do corte na despesa ainda não está fechada, comentando a notícia de hoje do jornal Sol que, citando uma circular interna, indica que o Governo quer cortar em 36% a despesa dos organismos do Ministério da Economia.

"Os cortes vão ser feitos, independentemente da magnitude. Os números ainda não estão fechados. Este Governo vai fazer um corte de despesa histórica, de uma maneira que não foi feita desde 1950. Entendemos que não podemos pedir sacrifícios às famílias e empresas portuguesas se o Estado não der o exemplo", sustentou.

Recordando que "os cortes para serem bem feitos têm de ser estudados", Álvaro Santos Pereira reforçou todavia que estes "têm de ser feitos a todos os níveis".

O ministro deu como exemplo "pequenas coisas que fazem a diferença", como o desligar a electricidade e ares condicionados de noite ou a renegociação de 'leasings' de automóveis.

A fusão e extinção de entidades e organismos e a redução dos gastos desses mesmos organismos foram cenários também apontados pelo ministro da Economia e do Emprego.

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