Covid-19

Governo quer envolver respostas sociais nas refeições de alunos carenciados

Governo quer envolver respostas sociais nas refeições de alunos carenciados

O Governo sugere às escolas que falem com as autarquias para que seja encontrada uma solução junto das respostas sociais locais para os alunos cuja refeição escolar é indispensável, disse esta sexta-feira no Porto o ministro da Educação.

Tiago Brandão Rodrigues falava no final da reunião com os representantes da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) e da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), na sequência das medidas extraordinárias decididas pelo Governo relativas ao surto provocado pelo novo coronavírus.

O Ministério da Educação enviou esta sexta-feira uma comunicação a todas as escolas com algumas orientações gerais sobre a suspensão das atividades com alunos entre 16 de março e 13 de abril, uma das medidas decidida na quinta-feira pelo Governo para tentar controlar a disseminação do novo coronavírus.

"Sabemos que não são muitos os alunos nessa situação. O que pedimos às direções das escolas e estamos a trabalhar para, de certa forma, poder acautelar essa resposta, é que trabalhem com as respostas sociais que existem, com as autarquias, para identificar casos que possam existir, situações excecionais, em que a refeição escolar é absolutamente essencial", disse o ministro.

O Governo anunciou a suspensão das aulas nas próximas duas semanas como forma de evitar a propagação da Covid-19, tendo na reunião desta sexta-feira com as duas associações "explicado as medidas" que saíram da reunião do Conselho de Ministros que decorreu na quinta-feira.

"Não consigo precisar quantos alunos estamos a falar. Sei que numa pausa letiva no ano passado tivemos 50 mil refeições, que devem ser divididas pelas 5200 escolas que o país tem", disse o ministro, que estima que "sejam poucas as escolas em que o número de alunos a necessitar dessas refeições atinjam a dezena de casos".

Tiago Brandão Rodrigues referiu-se ainda à atividade dos professores e pessoal não docente durante o período de suspensão das aulas.

"Acreditando muito na autonomia das escolas, lançámos um conjunto de orientações relativamente a questões administrativas, pedagógicas e curriculares para serem acauteladas e pedimos às direções das escolas que exista, pelo menos, uma equipa em cada uma delas para assegurar a vigilância e a manutenção", explicou o ministro.

E prosseguiu: "Nunca nos podemos esquecer que temos o dia depois de tudo isto acabar e as escolas têm de ser mantidas, têm de estar seguras e há também os procedimentos administrativos que, pelo menos por agora, não podem ser feitos remotamente e também para assinalar de situações excecionais, como as refeições escolares".

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG