Ambiente

Governo prolonga restrição à Celtejo

Governo prolonga restrição à Celtejo

Ministério do Ambiente mantém imposição de redução de descargas da empresa no rio por mais um mês, mas a partir de agora apenas em 30%.

O Governo quebrou o silêncio e adiantou que vai prolongar até ao próximo dia 7 de abril a restrição às descargas da Celtejo no rio Tejo. O Executivo optou, todavia, por impor uma redução de 30% do volume diário do efluente, quando até aqui estava em 50%. "Tendo-se verificado uma melhoria das condições de laboração na estação de tratamento de águas residuais industriais (ETARI) da empresa, durante o próximo mês a limitação do caudal passa para 30% do valor inscrito na licença inicial", justificou, por comunicado, o Ministério do Ambiente.

Ao JN, a ProTejo, associação ambientalista de defesa daquele rio, afirmou que não contesta a decisão, "desde que a nova ETARI da empresa faça o devido tratamento ao que é rejeitado". Paulo Constantino, porta-voz da organização, lembrou, porém, que "até aqui, tal não era feito como devido porque a atual estação não o permitia".

A nova ETARI ficou concluída no final do ano passado e estará em testes até ao final do primeiro trimestre deste ano, altura em que ficará completamente operacional. Para Paulo Constantino, "o importante é que o efluente rejeitado já vá tratado para que a qualidade do rio não se degrade"

No comunicado do Ministério, pode ler-se que "há cerca de um mês que a concentração de oxigénio na água não baixa dos 7 mg/litro (o limite mínimo de qualidade é de 5 mg/l) pelo que se pode considerar como boa a qualidade da água do Tejo". A Tutela acrescenta que, entretanto, se a concentração de oxigénio desça abaixo dos 6 mg/l, "a restrição à rejeição de efluente da Celtejo regressará a 50% do valor inscrito na licença inicial".

Recorde-se que os resultados das análises feitas à Celtejo continuam em segredo de justiça e que a Procuradoria-Geral da República continua sem nada a acrescentar sobre a matéria.