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Governo sem solução para revisão curricular do ensino básico

Governo sem solução para revisão curricular do ensino básico

A ministra da Educação, Isabel Alçada, admitiu que não tem ainda nenhuma solução que permita levar por diante a revisão curricular do ensino básico e que a resolução dessa questão depende agora dos partidos da oposição.

"Temos de trabalhar e analisar as várias soluções a todos os níveis. Não há ainda uma solução que se possa dizer é esta porque quando as coisas não dependem de nós, neste caso a oposição tem um papel importante. Teve o papel aqui de parar uma coisa que era essencial", disse Isabel Alçada.

A ministra falava aos jornalistas no final da visita à Futurália 2011 - Salão de Oferta Educativa, Formação e Empregabilidade, que decorre na Feira Internacional de Lisboa (FIL).

Na opinião de Isabel Alçada, a proposta do Ministério da Educação sobre a revisão curricular do ensino básico, que foi chumbada pela oposição parlamentar, iria permitir que o ensino se ajustasse às necessidades dos estudantes e que o currículo fosse consentâneo com essas necessidades.

"A nossa expectativa é que se encontre uma solução, mas a solução não depende só do Ministério da Educação porque fizemos o nosso trabalho, mas os partidos da oposição consideraram que deviam parar o nosso trabalho", criticou.

A ministra voltou a garantir que tudo fará "para que a revisão curricular seja efectiva", mas questionada sobre o que é que poderá ser feito, admitiu não ter ainda uma solução, culpando os partidos da oposição.

Para Isabel Alçada, a oposição parlamentar "teve o papel de parar uma coisa que era essencial para avançar numa oferta de formação ao nível do ensino básico mais adequada e mais centrada no que é essencial".

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"A oposição não entendeu que a nossa proposta devia avançar, tem de perguntar aos partidos da oposição como é que eles vêm a alternativa", rematou.

Sobre a Futurália, Isabel Alçada defendeu que é possível constatar a diversidade de opções que estão disponíveis para os jovens ao nível da formação e de carreira, sublinhando que se trata de uma oferta de qualidade.

"Os cursos profissionais e os cursos ao nível do ensino secundário são permanentemente avaliados e aferidos para que haja, por um lado, um rigor e um aprofundamento da oferta e, por outro lado, um ajustamento continuado às necessidades da economia e do mercado de trabalho", apontou.

A ministra frisou também "a grande oferta" ao nível do ensino superior e acrescentou que a feira permite que "a comunidade e a sociedade fique com uma ideia diferente do que se faz hoje em educação e qualificação".

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