Economia

Governo tem de nomear personalidade "idónea" para Banco de Fomento, diz PSD

Governo tem de nomear personalidade "idónea" para Banco de Fomento, diz PSD

O PSD recomendou, esta segunda-feira, ao Governo "bom senso" para colocar o interesse nacional acima da "lealdade partidária" e nomear uma personalidade "idónea" para liderar o Banco de Fomento, considerando que Vítor Fernandes "não tem condições" para o fazer.

"Esperemos que o Governo tenha bom senso e o bom senso não é congelar [a nomeação], o bom senso é reconhecer que o interesse nacional se sobrepõe lealdade partidária e que, portanto, o Governo identificará outra personalidade, idónea, para poder gerir o Banco de Fomento", defendeu o deputado Duarte Pacheco, em declarações à Lusa.

O Governo suspendeu a nomeação de Vítor Fernandes para a presidência do Conselho de Administração do Banco do Fomento, para evitar "controvérsia" na instituição, anunciou esta segunda-feira o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

O deputado social-democrata considerou que Vítor Fernandes "não tem condições" para esta função e disse nem sequer se referir à operação Cartão Vermelho, mas por ter integrado administrações da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e do BCP que "lesaram o Estado em muitos milhões de euros".

"O PS costuma ser muito fiel aos seus companheiros de partido, aos seus 'compagnons de route', e por isso não nos surpreendeu essa indicação", referiu.

Duarte Pacheco afirmou que Vítor Fernandes foi "alguém que esteve na administração famosa da CGD de Carlos Santos Ferreira e Armando Vara que lesou a Caixa em muitos milhões de euros e que concedeu, por exemplo, créditos a Joe Berardo".

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"Depois participou com o dr. Armando Vara e o Dr. Santos Ferreira no processo de assalto ao BCP, praticamente destruindo o BCP, e finalmente acabou no Novo Banco", acrescentou.

Duarte Pacheco lamentou que, "perante estes factos", "a lealdade a um companheiro de partido" tenha levado o Governo a propor o seu nome para ir gerir os fundos europeus no Banco de Fomento.

"Também nos surpreende a forma pouco séria ou, no mínimo leviana, como o Banco de Portugal estuda a idoneidade das pessoas indicadas", criticou.

Para Duarte Pacheco, não estão sequer em causa "indícios ou alegações" que surgiram no âmbito da operação Cartão Vermelho, mas "casos reais que lesaram o Estado e o sistema financeiro em muitos milhões de euros e estão comprovados".

"Quando o Banco de Portugal diz agora que vai avaliar por causa destes indícios, então e o resto não contou, o passado não contou? É uma vergonha", acusou.

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