Educação

Governo vai agravar sanções a escolas que inflacionam notas dos alunos

Governo vai agravar sanções a escolas que inflacionam notas dos alunos

O Governo vai "rever e reforçar" o quadro sancionatório aplicado quando as escolas inflacionam notas dos alunos, revelou esta quarta-feira, no Parlamento, o ministro da Educação. As multas aplicadas às escolas devem ser agravadas, apurou o JN.

O objetivo, explicou Tiago Brandão Rodrigues, é garantir a todos os alunos "uma avaliação justa e equitativa". Na comissão de Educação, o ministro recordou que no último ano a Inspeção-Geral de Educação e Ciência instaurou "mais de 65 processos disciplinares" devido à inflação de classificações internas atribuídas pelas escolas. Em maio, recorde-se, o ministério revelou ter determinado 64 sanções sanções disciplinares a escolas, desde repreensões escritas à suspensão de funções. Na semana passada, aliás, foi divulgada a suspensão da diretora pedagógica do Externato Ribadouro, no Porto.

"A ambição de todos os alunos e docentes que ensinam e aprendem é que possam ser avaliados com o princípio da igualdade como azimute. Nesse sentido e depois do trabalho sistemático que tem sido feito pela Inspeção Geral de Educação e Ciência (IGEC), com centenas de auditorias, tendo sido recentemente instaurados mais de 65 processos disciplinares e aplicadas largas dezenas de sanções disciplinares, vamos proceder à revisão e ao reforço do quadro sancionatório no sentido de preservar e garantir, cada vez mais, o princípio da igualdade", afirmou o ministro.

Os valores das multas aplicadas às escolas devem ser agravados, apurou o JN.

As sanções aplicadas ao Ribadouro (suspensão da diretora pedagógica e encerramento do colégio por dois anos) resultam do inquérito aberto em 2019 após denúncia de todos os alunos de diversas turmas terem 19 ou 20 a Educação Física. O Externato já anunciou que vai contestar em tribunal as decisões do ME.

Aos deputados, o ministro também anunciou que foi lançado novo concurso para aquisição de 600 mil computadores que irão garantir a "prometida universalização" digital no próximo ano letivo, após a distribuição de 450 mil equipamentos, durante este ano, preferencialmente a alunos abrangidos pela Ação Social Escolar e a professores.

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