Covid-19

Graça Freitas: "Não houve inação" no surto de Reguengos

Graça Freitas: "Não houve inação" no surto de Reguengos

No surto de covid-19 em Reguengos de Monsaraz, a implementação de uma política de "retestagem" dos casos que deram negativo alguns dias mais tarde permitiu encontrar vários doentes positivos, informou a diretora-geral da Saúde.

Graça Freitas está a ser ouvida, esta manhã de quarta-feira, no Parlamento, numa audição conjunta da Comissão de Saúde e da Comissão de Trabalho e Segurança Social sobre os surtos em lares, em especial o de Reguengos de Monsaraz que provocou 18 mortes.

A diretora-geral da Saúde referiu que há atualmente 302 surtos ativos no país, dos quais 51 em estruturas residenciais para idosos.

Sobre o surto que ocorreu em Reguengos de Monsaraz, Graça Freitas assegurou que "não houve inação" e que todos os envolvidos - desde as Forças Armadas, aos médicos de Medicina Geral e Familiar dos agrupamentos de centros de saúde, aos profissionais do Hospital de Évora até ao pessoal da instituição - "todos deram o seu melhor".

Naquele lar, especificou a responsável, houve uma política de testes muito importante, que passou por "ir à segunda volta" e encontrar, alguns dias depois da primeira testagem, doentes infetados que na primeira fase tinham testado negativo.

Segundo Graça Freitas, os utentes e profissionais do lar começaram a ser rastreados no dia 18 de junho, horas depois de ter sido detetado o primeiro caso positivo no hospital de Évora, o que comprova que "a intervenção inicial foi muito rápida". Nesta primeira ronda, 57% dos testados deram positivo.

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A 22 e 23 de junho, continuou a diretora-geral da Saúde, foram feitos mais testes de rastreio ao covid-19 e 88% estavam positivos. A 8 de julho, quando terminaram todos os testes, os resultados indicaram que 95% das pessoas estavam positivas, afirmou Graça Freitas, alegando que os números apresentados coincidem nos vários relatórios feitos sobre o surto no lar.

Sobre a evolução daquele surto, e ressalvando que a DGS "não está a culpar ninguém", Graça Freitas admitiu que, provavelmente antes de ser detetado o primeiro caso, terá havido "determinados sinais e sintomas que podem ter passado despercebidos".

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