Gravidez

Graça Freitas "preocupada" com mortes maternas

Graça Freitas "preocupada" com mortes maternas

Mais de 76% das mulheres que morreram em 2020 tinha doença grave.

Das 17 mulheres que morreram em 2020 devido a complicações durante a gravidez, parto ou puerpério, mais de 76% tinham uma patologia grave como obesidade ou neoplasias. Cerca de metade (52,9%) tinha mais de 35 anos, o que indica "um notório envelhecimento" das mães, apontou a diretora-geral da Saúde, que assumiu que a autoridade de saúde está "muito preocupada". "Faremos tudo para apurar".

Para Graça Freitas, a mortalidade materna, que atingiu o nível mais alto em 38 anos, tal como noticiou o JN a 24 de maio, "é um fenómeno subidentificado, que pode ocorrer durante qualquer momento da gravidez. É um período muito longo", disse esta terça-feira no Parlamento.

A diretora-geral da Saúde recordou a experiência que teve, enquanto médica, com uma grávida de 55 anos que viajou do Brasil e viria a falecer em Portugal. "O percurso da mulher é longo e variado", apontou aos deputados, numa audição requerida pelo Bloco de Esquerda sobre as mortes maternas.

Em que hospitais?

A deputada bloquista Joana Mortágua questionou o porquê do relatório do grupo de trabalho da DGS sobre saúde materna nunca ter sido conhecido. Graça Freitas mostrou-se disponível para divulgá-lo aos deputados e clarificou que o documento ficou pronto em janeiro de 2020, relativo aos anos entre 2017 e 2019.

Já Joana Cordeiro da Iniciativa Liberal considerou ser necessário saber em que instituições de saúde do setor público e/ou privado ocorreram as mortes maternas. Enquanto João Dias do Partido Comunista referiu faltarem explicações para o aumento da realização de cesarianas nos hospitais.

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG