Covid-19

Graça Freitas só teve "sintomas ligeiros" e "quer mesmo" ser vacinada

Graça Freitas só teve "sintomas ligeiros" e "quer mesmo" ser vacinada

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou, esta terça-feira, em conferência de imprensa, que teve apenas "sintomas ligeiros" da covid-19, como cansaço e tosse, e que "quer mesmo" ser vacinada quando chegar a sua vez.

A habitual conferência de imprensa de atualização de informação relativa à pandemia de covid-19 em Portugal marcou, esta terça-feira, o regresso da diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, depois de ter testado positivo ao novo coronavírus no dia 1 de dezembro. Na conferência participou também o diretor do Departamento da Qualidade na Saúde da Direção-Geral da Saúde, Valter Fonseca.

"Sobre os sintomas da doença, tive muita sorte, porque estávamos todos a cumprir as regras, o arejamento podia não ser o melhor, mas o certo é que numa sexta-feira ao fim do dia terei contraído a doença. Quando tive conhecimento de que poderia estar infetada, praticamente não tinha nenhum sintoma, mas decidi logo fazer o teste. A rapidez com que se atua é muito importante", explicou Graça Freitas, acrescentando que teve apenas "sintomas ligeiros".

"Fui acompanhada de forma exemplar pelo SNS. Não tive febre nem falta de ar. Tive frustração ligeira, dias em que me sentia mais cansada. Os sintomas que mais senti foram a tosse e o cansaço. Fiquei muito feliz porque o SNS dá apoio a quem fica em casa doente. Senti que tinha profissionais de saúde que me estavam a acompanhar todos os dias, não por ser diretora-geral da Saúde, mas por ser cidadã", afirmou.

Sobre a vacinação, a diretora-geral da Saúde admitiu que será vacinada quando chegar a sua vez. "Terei pelo menos 90 a 120 dias de imunidade, portanto vou esperar pela minha altura de ser vacinada. Não faço parte de nenhum grupo prioritário, por isso vou esperar calmamente pela minha vez. Mas terei todo o gosto em ser vacinada. Quero mesmo ser vacinada", assegurou.

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O mais importante é "cumprir regras" e confiar na vacinação

Acerca do isolamento profilático de António Costa, a responsável garantiu que "o primeiro-ministro está a ser tratado como um cidadão deste país e por isso está a cumprir as regras. Quando chegar à altura própria, terá alta do seu isolamento profilático. O isolamento do primeiro-ministro é um isolamento para proteger terceiros", sublinhou.

Quanto ao número adequado de pessoas nas celebrações das festas de Natal e ano novo, Graça Freitas disse que "independentemente do número, que deve ser restrito, devem-se manter as regras, portanto se vamos estar dentro de uma sala, deve estar arejada e as pessoas devem manter a distância física e usar máscara quando não estiverem a comer ou a beber. O número terá a ver com a dimensão do agregado familiar ou amigos. O que interessa mesmo é que se cumpram regras", apelou.

Quanto à questão de haver cerca de 50 a 60% das pessoas dispostas a vacinar-se, a diretora-geral da Saúde disse que "temos que olhar para a vacina como algo que permite duas coisas essenciais: evita ou reduz doença, portanto não há ninguém que queira ter a doença; a segunda é que as vacinas podem salvar vidas. O que vamos fazer é acompanhar a perceção das pessoas em relação ao valor da vacinação. Portugal é um país que tem desde sempre uma elevadíssima confiança na vacinação. O papel da Saúde é esclarecer de forma clara e transparente as vantagens da vacinação e dar confiança às pessoas", concluiu.

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