Ordem dos Médicos

"Gravidade da situação" obriga a rápida divulgação oficial do plano de vacinação

"Gravidade da situação" obriga a rápida divulgação oficial do plano de vacinação

O coordenador do gabinete de crise covid-19 da Ordem dos Médicos reage ao primeiro esboço da estratégia de vacinação apresentado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). O plano relega para o fim das prioridades a imunização dos idosos com mais de 65 anos.

O plano preliminar da DGS, apresentado por Graça Freitas, na última reunião do Conselho Nacional de Saúde Pública caiu mal entre os peritos.

Em causa o facto de deixar para quinto lugar a vacinação das pessoas com mais de 65 anos. O documento indica que os primeiros a receberem a imunização serão os profissionais de saúde e depois os funcionários de lares. Segue-se a população dos 50-59 anos com fatores de risco, como os doentes crónicos, e em quarto lugar os portugueses dos 60 aos 64 anos sem comorbilidades.

Ao JN, Filipe Froes preferiu não comentar a notícia avançada, na edição desta sexta-feira pelo Expresso, mas apela a uma divulgação rápida da posição oficial.

"A gravidade da situação obriga a que seja mais rapidamente divulgada a posição oficial das estruturas técnicas do país", referiu o pneumologista.

O também coordenador do gabinete de crise covid-19 da Ordem dos Médicos exige "o maior rigor, a maior transparência e coerência no processo", pois só dessa forma será possível ter sucesso na vacinação.

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Entretanto, o Ministério da Saúde já veio afirmar, em comunicado, que o documento é "meramente técnico" e as informações vindas a público são "parcelares e desatualizadas".

A estratégia de vacinação, diz a tutela, ainda não foi discutida com o Ministério nem validada politicamente.

Entretanto, a proposta inicialmente apresentada por Graça Freitas terá sofrido algumas alterações, nomeadamente nos grupos etários com prioridade para a vacina. Segundo o jornal Público, os primeiros a ser vacinados serão as "pessoas entre os 50 e os 75 anos com doenças graves, como insuficiência cardíaca, respiratória e renal, os funcionários e utentes de lares de idosos e os profissionais de saúde envolvidos na prestação direta de cuidados deverão ser os primeiros a ser vacinados contra a covid-19".

Numa segunda fase, adianta o diário, 45 mil elementos das forças de segurança e da proteção civil e as pessoas entre os 50 e os 75 anos com doenças crónicas, como diabetes, cancro, doença pulmonar obstrutiva crónica, entre outras, e que totalizam perto de três milhões".

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