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"R acima de 1 em todas as regiões do país"

"R acima de 1 em todas as regiões do país"

O epidemiologista Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, afirmou esta sexta-feira que, neste momento, o indicador R0 está "acima de 1 em todo o país".

Na habitual conferência de imprensa de apresentação dos dados epidemiológicos, Baltazar Nunes explicou que, neste momento, o indicador R0, que avalia quantas pessoas serão infetadas, em média, por um único doente com covid-19, está acima de 1 em todo o território nacional. Entre os dias 9 e 13 de setembro, o valor do R foi de 1,15.

"Estamos numa terceira fase de crescimento do vírus. A primeira foi em abril e março, durante o início da pandemia; a segunda em maio e junho, com o aumento de casos em Lisboa e Vale do Tejo. E agora uma terceira fase em finais de agosto e início de setembro. A evolução vai depender da efetividade das medidas de saúde pública", sublinhou.

Ainda a propósito do aumento do número de casos de infeção, a ministra da Saúde, Marta Temido, reconheceu que é preciso precaução, razão pela qual tem havido um "reforço constante do número de testes". No dia 16 de setembro foi batido um novo recorde diário, com 23.289 testes de diagnóstico realizados.

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Quanto aos equipamentos de proteção, Temido sublinhou que "estão a decorrer concursos centralizados para reserva de equipamentos de proteção individual, independentemente daquilo que foi o reforço de stock determinado em agosto por despacho do Ministério da Saúde".

O programa de vacinação contra a gripe vai começar mais cedo este ano, ainda em setembro. E há mais doses do que é habitual. O anúncio foi feito pela diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

"Deixo aqui um apelo. Todos aqueles que têm indicação para se vacinar que o façam. O SNS comprou mais vacinas do que é habitual: pouco mais de 2 milhões de doses", explicou, para depois revelar que o programa começa já no dia 28 de setembro.

Baltazar Nunes explicou ainda que há três fatores associados ao aumento da mortalidade entre os dias 2 de março e 30 de agosto face ao período homólogo dos últimos cinco anos: a epidemia de gripe sazonal, a covid-19, com um pico máximo em abril, e uma "onda de calor".

"Se o excesso de mortalidade estivesse ligado à diminuição da capacidade dos serviços de saúde, não havia oscilações neste período", esclareceu, acrescentando que "é expectável que estes três fatores aumentem o risco de morrer".

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