Conferência dos Oceanos

Guerra e pandemia não podem ser "desculpa para mudanças estruturais", diz Marcelo

Guerra e pandemia não podem ser "desculpa para mudanças estruturais", diz Marcelo

O presidente da República entende que a guerra e a pandemia não podem "ser desculpa para mudanças estruturais" no futuro dos Oceanos. Apelando a ações de mudança, Marcelo Rebelo de Sousa pediu, esta segunda-feira, mais cooperação internacional e lembrou que os políticos e o poder institucional são efémeros, os oceanos "ficam", disse na Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, em Lisboa.

O discurso de abertura da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas 2022 (UNOC) coube a Marcelo Rebelo de Sousa, esta segunda-feira, também eleito presidente da Conferência, juntamente com o seu homólogo Queniano, Uhuru Kenyatta.

Naquela que descreveu como a "conferência do desconfinamento e da ambição", Marcelo explicou o porquê de, no seu entender, esta conferência se realizar no sítio ideal, no tempo certo e com a abordagem correta.

"O sítio perfeito é Lisboa, Portugal, porque é graças aos oceanos que Portugal é aquilo que é: uma plataforma entre oceanos, continentes e civilizações no passado, no presente e no futuro", salientando que o futuro e o sucesso de Portugal dependerão sempre dos oceanos.

Para o presidente, estamos no tempo certo, porque é "preciso recuperar o tempo perdido e dar uma oportunidade à esperança, antes que seja tarde demais". A guerra e a pandemia não podem ser desculpa para as mudanças estruturais, realçou. Com a abordagem certa por aqui se "acreditar e lutar num mundo mais cooperante", em que este tipo de desafios se enfrenta e combate de forma coordenada a nível internacional.

"Os oceanos são centrais no balanço do poder geopolítico, na saúde, nos recursos económicos, na energia, na mobilidade, nas migrações, nas alterações climáticas... Tudo isto é presente no contexto da guerra, no pós-pandemia e crise", sublinhou Marcelo, convencido de que estão reunidas as condições perfeitas para a conferência: é o tempo certo, o sítio certo e a abordagem certa, salientou.

Lisboa, cidade da mudança

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Já Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa, recordou o papel da Torre de Belém como o primeiro entreposto, antes dos marinheiros de outrora enfrentarem os mares desconhecidos. Torre essa que é muito mais do que arte, considerou. É um símbolo da fronteira entre o "conhecido" e "desconhecido", entre águas conhecidas e o mar perigoso.

E é isso que o autarca espera desta conferência: que se afirme como um marco entre o passado e o futuro do oceano. "Que se lembrem disso durante" as discussões e a elaboração das medidas deste encontro. "Para que Lisboa seja recordada como a cidade onde se fez a mudança", concretizou.

Enquanto presidente do Município de Lisboa, quer fazer a diferença, refletindo os objetivos da conferência nas políticas próximas dos cidadãos, em ideias concretas, porque as "cidades são a plataforma do agora", explicou. "São as plataformas que podem conectar os cidadãos aos vossos objetivos. Por isso, contem com as cidades, contem com Lisboa!"

Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, foi o primeiro a dirigir-se aos participantes na conferência das Nações Unidas, ainda antes da abertura dos trabalhos. O futuro dos oceanos vai estar em debate a partir desta segunda-feira e até dia 1 de julho, no Altice Arena, em Lisboa.

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