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Há 206 surtos ativos de covid-19 em Portugal

Há 206 surtos ativos de covid-19 em Portugal

Portugal regista 206 surtos ativos de covid-19 em Portugal, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo. Há mais de 13.500 doentes que ainda não recuperaram. Em Lisboa e Vale do Tejo, concentra-se a grande maioria de internados.

Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais duas mortes (um homem e uma mulher com pelo menos 80 anos, em Lisboa e Vale do Tejo) e 135 novos casos de covid-19. Habitualmente, os números de segunda-feira apresentam-se mais baixos do que os do resto da semana, mas continuam a ser "bastantes encorajadores", ressalvou a ministra da Saúde na conferência de imprensa desta segunda-feira.

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De acordo com Marta Temido, há 131 surtos ativos em Lisboa e Vale do Tejo, 41 no Norte, 13 no Algarve, 11 no Centro e 10 no Alentejo. Nesta última região, o surto no lar de Reguengos de Monsaraz só pode ser declarado extinto ao fim de 28 dias sem novos casos, salientou a ministra da Saúde, apontando que, nos últimos dias, não se têm registado novos casos.

Mais de dois terços dos infetados recuperaram

Dos 13.533 doentes que ainda não recuperaram da doença (do total de 48.771 confirmados até à data), cerca de 56% estão localizados na região de Lisboa e Vale do Tejo. E do total de doentes registados desde março, mais de dois terços (68,8%) estão recuperados, sublinhou Marta Temido, acrescentando que 26,8% dos infetados estão a recuperar em casa e que 0,9% dos doentes estão hospitalizados (desses, 61 estão em unidades de cuidados intensivos). Entre os 454 doentes internados, 382 (84%) estão localizados na área da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, dos quais 66% ocupam os hospitais da Área Metropolitana de Lisboa que servem os cinco concelhos mais afetados.

Taxa de incidência e RT descem

A taxa de incidência dos casos por 100 mil habitantes - que tem sido usada por muitos países para imporem condições restritivas a quem viaja a partir de Portugal - situou-se nos 19 nos últimos sete dias, apontou a ministra, considerando o valor um "sinal encorajador", por mostrar que o país "está já abaixo de uma taxa de incidência de 20 por 100 mil habitantes". A taxa de incidência registada esta segunda-feira foi aliás a mais baixa desde 1 de julho em quase todos os concelhos do país, com exceção para Sintra.

Se considerarmos os últimos 14 dias, a taxa sobe para 43,2%, acrescentou a governante, atribuindo a diferença de valores ao trabalho de contenção que tem sido feito na Área Metropolitana de Lisboa, em particular nas 19 freguesias em estado de calamidade, e que tem de continuar para Portugal se alinhar com os valores de referência a nível internacional.

Também o RT - calculado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e que mede o risco de transmissão da doença - fixou-se abaixo de 1 (entre os 0,96 e os 0,99) a nível nacional, entre 12 e 16 julho, representando um decréscimo do contágio.

Portugal já levantou o braço para comprar vacinas

Portugal já sinalizou o interesse em adquirir "quantidades adequadas para uma eventual vacinação nos critérios que venham a ser definidos quando uma nova vacina vier a aparecer", garantiu Marta Temido, assegurando que o Governo tem estado a acompanhar todos os processos e descrevendo como "prematuro ter mais do que expectativas relativamente ao sucesso de uma vacina".

"Ligeira redução" de transplantes em 2020

Numa reação à notícia que faz manchete na edição impressa do JN desta segunda-feira, que dá conta de uma queda de 52% nos transplantes realizados entre março e junho, Marta Temido disse que houve uma "ligeira redução" no número de transplantes em 2020, ressalvando que, no ano anterior, tinha sido registada uma "tendência crescente", com mais 49 órgãos transplantados do que em 2018. Crescimento que se manteve em janeiro e fevereiro deste ano, antes do início da pandemia em Portugal, notou Temido, sublinhando que a transplantação em situações de emergência não foi suspensa. E houve, por outro lado, um aumento, para 87%, da taxa de utilização dos órgãos, havendo um melhor aproveitamento das doações, disse ainda. Sobre a mesma matéria, o sub-diretor geral da Saúde, Diogo Cruz, acrescentou que os doentes transplantados ficam imunodeprimidos, ficando numa situação de maior risco caso sejam infetados com covid-19, apelando aos médicos ponderação nesse tipo de decisão.

Pagamento extra para recuperar cirurgias extra

O Programa de Estabilização Económica e Social prevê um programa especial para recuperar as cirurgias que ficaram por realizar este ano (cerca de 85 mil até maio, menos 29% que em igual período de 2019), prevendo um pagamento adicional que pode ir até 95% do que é pago ao hospital, disse a ministra da Saúde. As administrações regionais de saúde encontram-se a fazer um levantamento das cirurgias que podem ser feitas este ano no Serviço Nacional de Saúde, prevendo-se que as que não possam ser realizadas no SNS possam ser reencaminhadas para outras redes.

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