Incêndios

O incêndio mais mortífero de que há memória em Portugal

O incêndio mais mortífero de que há memória em Portugal

Não há memória de um incêndio tão trágico como o de Pedrógão Grande. Até agora, o pior acontecera há 50 anos na serra de Sintra, quando 25 militares do Regimento de Artilharia Fixa de Queluz morreram durante o combate a um gigantesco incêndio que demorou sete dias a ser extinto.

Os militares morreram no dia 7 de setembro de 1966, quando estavam a combater o fogo, que teve início na Penha Longa. Os dias 10, 11 e 12 de setembro corresponderam à fase de rescaldo, sendo que só no último dia os bombeiros tiveram a ajuda da chuva, que veio resolver de uma vez por todas aquele flagelo.

Em 8 de setembro de 1985, 14 bombeiros da corporação de Armamar, vários da mesma família, perderam a vida quando se estavam a dirigir a pé para uma aldeia para combater um fogo e foram surpreendidos por uma frente de fogo que os apanhou. Este incêndio deu origem, em 2013, a um livro "Cercados pelo fogo em Armamar", da autoria do investigador do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, Domingos Xavier Viegas, que confessou que este foi o incêndio que o motivou a estudar a temática dos incêndios florestais.

O outro incêndio trágico foi a 14 de junho de 1986, em Águeda, quando 13 bombeiros (nove de Águeda e quatro de Anadia) e três civis perderam a vida num incêndio que consumiu 8500 hectares de floresta.

Em 2003, ano em que arderam 152 mil hectares de floresta, morreram 21 pessoas em 18 incêndios (entre os quais oito bombeiros e um autarca, o presidente da Junta de Freguesia de Queirã, Vouzela, que ficou ferido quando ajudava a combater um fogo). Foi o ano do incêndio do Caramulo, onde morreram quatro bombeiros.

Em 2005, ano em que arderam 325 mil hectares de floresta, houve 16 bombeiros que perderam a vida no combate aos fogos.