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DGS "revisita" orientações sobre uso obrigatório de máscaras em crianças

DGS "revisita" orientações sobre uso obrigatório de máscaras em crianças

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, informou esta sexta-feira que a DGS está "a revisitar" as orientações em vigor sobre a utilização de máscaras, tendo em conta as novas indicações da OMS que aconselham o uso a crianças a partir dos seis anos.

Questionada em relação à medida implementada em França do uso obrigatório de máscara em todos os locais, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou que a DGS "está a revisitar as orientações" relativas à utilização da máscara em três aspetos fundamentais. No que diz respeito à nova orientação da OMS sobre o uso de máscara por crianças a partir dos seis anos, à sua utilização em espaços públicos e aos novos estudos sobre a eficácia de certas máscaras.

A responsável recordou ainda que é necessário fazer uma constante avaliação dos riscos. "Ir a uma rua movimentada de uma cidade é, obviamente, diferente do que passear o cão às 22 horas, perto de casa", sublinhou.

A secretária de Estado Adjunta da Saúde, Jamila Madeira, adiantou que existem 60 lares portugueses com casos de covid-19. São 523 infetados entre os utentes e 244 entre os trabalhadores.

No que diz respeito aos profissionais de saúde, 4401 contraíram a doença, sendo que 821 já conseguiram recuperar. Face aos números apresentados, Jamila Madeira recordou que "não podemos descurar a segurança em nenhum momento, nem em casa, nem no trabalho e nem de férias", pelo que é fundamental que os cidadãos continuem a "aplicar as medidas de segurança".

A secretária de Estado Adjunta da Saúde revelou ainda que, até julho deste ano, o Estado investiu mais 361 milhões de euros no Serviço Nacional de Saúde (SNS) face ao período homólogo.

Em relação ao regresso às aulas que se aproxima, a diretora-geral da saúde ressalvou que as orientações criadas estão a ser "operacionalizadas" e que há "disponibilidade" para encontrar soluções face aos problemas que forem surgindo.

"O regresso às aulas foi programado e foi feito um grande trabalho pelo Ministério da Educação. Foram criadas orientações que estão a ser operacionalizadas. É normal que as orientações tenham de ser revisitadas para encontrar soluções alternativas", reconheceu.

Questionada em relação ao aumento do número de casos registado nos últimos dias, Graça Freitas explicou que "é cedo" para avaliar mas que "há um clima favorável a que isso possa acontecer", tendo em conta a maior movimentação de pessoas.

"Estamos a tentar o equilíbrio entre medidas de segurança de saúde pública e medidas de retoma da vida das pessoas", acrescentou, sublinhando que "vamos ter aumentos e diminuições consoante a dinâmica" da pandemia.

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