Covid-19

"Há apoios diretos que não podem esperar meses"

"Há apoios diretos que não podem esperar meses"

No "maior desafio dos últimos cem anos", Marcelo põe tónica nos mais pobres. "A vida e a saúde" são prioridade para o "determinante" mês de abril.

No equilíbrio entre a saúde pública e a economia, a prioridade é "a saúde e a vida", sobretudo no "determinante" mês de abril, quando Marcelo Rebelo de Sousa espera ver confirmada a tendência de redução do ritmo das novas infeções por Covid-19.

A "crise sanitária", alertou, atinge sobretudo os "mais pobres, excluídos, marginalizados e dependentes". Por isso, deixa um aviso ao Governo: "Há apoios diretos que não podem esperar meses".

A pandemia de Covid-19 é o maior desafio à vida e à saúde "dos últimos cem anos, em dimensão e concentração no tempo", disse o presidente da República, à "RTP1", na noite desta segunda-feira. O país, em democracia, não poderia sacrificar os mais velhos e os doentes, que são 40% da sociedade. Seria "criar guetos, discriminações, xenofobias involuntárias, é irrealista".

Numa segunda fase, "à medida que sufoco sanitário passe", será preciso investimento público e privado, para o qual todos são chamados a contribuir: a Europa, o Estado português, a banca e os empresários. "Não pode ser tapar buracos", diz.

Aos portugueses, Marcelo Rebelo de Sousa avisou que, quando passar a crise de saúde pública, virá a económica. "Não se vai recomeçar como se estava em fevereiro". O arranque da economia será "lento, desigual e difícil", pelo que "a solidariedade tem que estar ainda mais presente".

Tal como a "unidade" entre os portugueses, onde cabem "chamadas de atenção, críticas de autarcas, profissionais de saúde, setores sociais e políticos. O próprio presidente, todavia, não subscreveu críticas. Pelo contrário. "Nenhuma crise como esta é isenta de erros, recuos, atrasos, avanços e ajustamentos constantes. Não vale a pena negá-lo".

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG