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O surto controlado em Espinho, a melhoria nos lares e as dicas sobre máscaras

O surto controlado em Espinho, a melhoria nos lares e as dicas sobre máscaras

Há 246 lares com infeções pelo novo coronavírus em Portugal, menos de 10% do universo total de estruturas residenciais para idosos. Em breve, saem orientações para a reabertura dos centros de dia. Em Espinho, o surto está controlado. E em Lisboa, há confiança para a reabertura de centros comerciais.

Há menos instituições com casos de covid-19. Atualmente, são 246 as estruturas onde há utentes infetados, o que corresponde "a menos de 10% do universo de lares do nosso país", disse o secretário de Estado da Saúde na conferência de imprensa conjunta com a diretora-geral da Saúde.

Questionada sobre quando Portugal poderá registar o tipo de resultados verificados atualmente em Espanha, que já chegou a registar balanços diários sem óbitos, Graça Freitas lembrou que "começámos a atividade epidémica mais tarde" e que, por isso, os dois países se encontram em fases diferentes. "Vamos ver como é que esta questão de Lisboa e Vale do Tejo se reflete na mortalidade. Apesar de sabermos que muitos destes doentes são jovens e saudáveis, também ainda temos alguns lares com casos", apontou a responsável, para quem a reabertura dos centros de dia é uma das atuais preocupações. "Temos mais equipamentos para abrir nesta altura do verão. Vamos observar a epidemia e brevemente sairão orientações para os centros de dia, que sabemos que fazem bastante falta".

Surto em Espinho está circunscrito às casas dos doentes

Sobre o surto num bairro piscatório de Espinho, a diretora-geral da Saúde assegurou que está controlado, tudo indicando que esteja circunscrito às habitações dos doentes já confirmados. "O maior contágio terá sido dentro das habitações das pessoas", disse Graça Freitas, lembrando que ainda se aguardam alguns resultados, mas que não terá havido focos de transmissão no café frequentado por um infetado.

Centros comerciais de Lisboa abrem na segunda-feira

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Quanto à reabertura dos centros comerciais na região de Lisboa, marcada para segunda-feira, Graça Freitas mostrou-se confiante na postura individual. "Estes centros já reabriram noutros locais do país e não tivemos notas de distúrbios, de ajuntamentos anormais, nem de um comportamento não cívico por parte das pessoas", afirmou, acrescentando que espera até mais cuidados, uma vez que a população sabe que o vírus tem uma atividade "ligeiramente superior à do resto do país".

Mexer em papel não implica maior risco

Confrontada com a retirada de jornais e revistas de alguns estabelecimentos, devido a um eventual risco de transmissão, Graça Freitas esclareceu que "o risco de manusear papel não é grande", mas que a sua ausência em zonas comerciais "melhora muito a limpeza, a higienização da superfície". "Quando mais livre uma superfície estiver, mais fácil será [limpá-la] entre cada cliente".

Máscaras descartáveis devem ir para o lixo comum

Depois de, no sábado, o ministro do Ambiente ter dito que era "fundamental" não usar máscaras descartáveis dos pontos de vista económico e ambiental e, usando, colocá-las no lixo comum, Graça Freitas reforçou a importância de estas serem depositadas no lixo doméstico após a utilização, e não no ecoponto. Questionada ainda sobre a correta utilização dos diferentes tipos de máscara, explicou que as de fabrico comunitário e reutilizáveis, cuja produção em Portugal obedece a regras, devem ser usadas de acordo com as instruções dos rótulos, que indicam a periodicidade e a melhor forma de fazer a higienização.

A linha de aconselhamento psicológico criada pelo Serviço Nacional de Saúde, que continua disponível, já atendeu 16 mil chamadas, 1500 das quais de profissionais de saúde, referiu António Lacerda Sales, lembrando que "este serviço foi muito importante durante o confinamento". Sobre a ferramenta "Trace Covid", de acompanhamento da pandemia, são mais de 513 mil as pessoas inscritas e que "ao longo desta pandemia estiveram em vigilância".

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