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Há mais 3900 profissionais de saúde no SNS desde março

Há mais 3900 profissionais de saúde no SNS desde março

Desde o início da pandemia de covid-19, o Sistema Nacional de Saúde (SNS) foi reforçado com mais 3900 profissionais.

Durante a conferência de imprensa de apresentação dos dados epidemiológicos do país, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, informou que, desde março, o SNS foi reforçado com mais 3900 profissionais.

"Este vírus não tira férias", começou por dizer, realçando que é necessário continuar a dar respostas no combate à pandemia.

Segundo o responsável, está a ser preparado um plano de contingência para a época do inverno, mas "não podemos vacilar nos cuidados a ter face às temperaturas elevadas", nomeadamente no que diz respeito aos grupos de risco.

Face às temperaturas elevadas dos próximos dias, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, deixou um aviso especialmente direcionado a idosos, crianças, grávidas e doentes. "A água deve ser bebida mesmo sem sensação de sede", recordou, acrescentando que a atividade física, nestes dias, deve ser moderada.

Fábrica no Carregado com 42 casos de covid-19

Graça Freitas confirmou a existência de um surto de covid-19 numa fábrica no Carregado, avançando que existem, até agora, 42 casos positivos.

Foram testadas 170 pessoas, cujos resultados ainda não são conhecidos. A diretora-geral da saúde garantiu que está a ser feita uma intervenção para conter o surto e procurar contactos próximos das pessoas infetadas.

Em relação ao surto no hospital de São José, em Lisboa, "dos 36 doentes internados, sete deram positivo e foram transferidos para o Curry Cabral e 29 estão isolados em enfermaria", adiantou Graça Freitas. Nesse hospital foram testados 130 profissionais e 10 deles foram colocados em isolamento.

A diretora-geral da Saúde frisou ainda que no que diz respeito ao surto no IPO de Lisboa, a situação está "completamente estabilizada". O "mecanismo de testagem já permitiu identificar 121 casos" e essa política de testes vai manter-se. O surto só não foi dado como concluído porque "ainda não passaram dias suficientes".

Recolha de dados

As ferramentas utilizadas para analisar e tratar os dados relativos aos infetados com covid-19 estão a ser alvo de uma "intervenção profunda" para reduzir a "possibilidade de erros", disse hoje o secretário de Estado da Saúde.

"Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) encontram-se a fazer uma intervenção profunda nos sistemas de recolha e tratamento dos dados epidemiológicos com o objetivo de reduzir as tarefas manuais, acelerando o processo diário de elaboração do boletim [da Direção Geral de Saúde] e diminuindo a possibilidade de ocorrência de erros", afirmou António Lacerda Sales.

O governante salientou a importância da "transparência e rigor" na recolha e divulgação de dados sobre o novo coronavírus.

Também presente na conferência de imprensa, Luís Góis Pinheiro, presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), acrescentou que o objetivo é reduzir a intervenção manual de "operações complexas que passam a ser cada vez mais automatizadas".

Desta forma, aumenta a celeridade na recolha e divulgação de dados e "diminui-se o erro", reforçou Luís Góis Pinheiro, garantindo que este trabalho de melhoria "estará finalizado muito em breve".

Além dos dados que permitem elaborar diariamente o boletim da DGS, no qual constam informações sobre o aumento de infetados e óbitos relacionados com a covid, tais como a idade ou a cidade onde foram identificados, os SPMS estão também a melhorar o TraceCovid19.

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