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Há mais descontentes com o Governo na gestão da pandemia

Há mais descontentes com o Governo na gestão da pandemia

Em julho, apenas 42% dos inquiridos dão nota positiva ao Executivo. Economia e emprego lideram as preocupações.

A avaliação dos portugueses à forma como o Governo está a gerir a pandemia de covid-19 já foi mais favorável. Em março era de 50%, em julho baixou para 42%. Ainda que a percentagem dos que consideram que o Executivo liderado por António Costa tem atuado "muito bem" tenha passado de 6% para 7%, aqueles que consideram a atuação como "bem" baixou de 44% para 35%. Já os que classificam como "mal" a forma como o Governo tem atuado passaram de 14% para 16%. E os que a avaliam como "muito mal" aumentaram de 8% para 11%.

Na sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF, é na região Centro que o Governo tem maior taxa de aprovação (41%) mas no parâmetro "bem". Por idades, são os maiores de 65 anos (42%) que mais lhe atribuem a mesma classificação. No "muito bem" a percentagem máxima não vai além dos 7% no Norte, na Área Metropolitana de Lisboa (AML) e também no Centro. Aqui são os inquiridos entre os 50 e os 64 anos com maior percentagem (8%).

Nos que consideram a atuação do governo como "mal", a maior percentagem (25%) pertence aos residentes na Área Metropolitana do Porto (AMP) e os que atribuem um "muito mal" (13%) são da AML. Por faixas etárias são também os maiores de 65 anos (23%) que mais imputam a classificação de "mau", e as pessoas entre os 50 e os 64, a classificação de "muito mal" (13%).

Pelas intenções de voto nas próximas legislativas, os eleitores do PS são os que melhor avaliam a atuação nos dois parâmetros (14% "muito bem" e 55% "bem"). Os do PSD inclinam-se mais para uma avaliação negativa (29% "mal" e 9% "muito mal"). Nos partidos mais à esquerda, Bloco de Esquerda e a coligação CDU têm mais opiniões favoráveis (41% e 40% no total), tal como o PAN (40%), ao contrário do Chega (59%) e da Iniciativa Liberal (51%), nos quais predominaram as opiniões negativas.

Economia preocupa

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Os efeitos sobre a economia e o emprego são as consequências da pandemia que mais preocupam os portugueses (49%). Seguem-se os impactos sobre a saúde física e as repercussões sobre a saúde e o bem estar emocional (16%). Apesar da variação ser pequena, quando comparado com as respostas dadas em fevereiro, as preocupações com a economia e o emprego baixaram (-1%) e as da saúde física aumentaram (+2%).

As idades mais ativas - dos 18 aos 34 (56%) e dos 35 aos 49 (55%) - são as que estão mais preocupadas com o futuro da economia e do emprego. A evolução da saúde e do bem-estar emocional aflige mais as pessoas entre os 50 e os 64 anos e os maiores de 65, ambas as faixas etárias com 19%. Já as questões da saúde física são mais apontadas pelas pessoas dos 18 aos 34 anos (32%) e os maiores de 65 (40%).

Maior risco

Sobre o risco de serem contagiados, 23% dos inquiridos acham ter possibilidade muito alta ou alta de contrair a infeção. Já 55% dizem ter possibilidade "baixa" ou "muito baixa".

Preocupação para 90%

A situação da pandemia deixa a grande maioria dos portugueses muito (45%) e bastante (45%) preocupados. Apenas 3% dizem estar pouco e 2% estão nada ou quase nada preocupados.

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