Sondagem

Há mais eleitores a rejeitar Rui Rio

Há mais eleitores a rejeitar Rui Rio

A campanha eleitoral causou grande turbulência no índice de rejeição dos candidatos às próximas legislativas.

Os eleitores conhecem agora melhor os cabeças de lista, mas confirma-se que a notoriedade nem sempre traz coisas boas. Para muitos, a visibilidade só serviu para estreitar o seu potencial "mercado eleitoral", segundo uma sondagem da Pitagórica para o JN e a TSF, cujo trabalho de campo decorreu ainda antes das europeias.

O caso mais evidente é o de André Ventura, que é agora rejeitado por 61% dos portugueses (mais dez pontos do que na sondagem de maio). É essa a percentagem dos que garantem que jamais votariam no líder do Chega para primeiro-ministro. Há maior rejeição, sem qualquer ganho na firmeza de voto (ficou com os mesmos 2%).

No topo da lista dos líderes com maior taxa de rejeição (73%), graças a uma subida de oito pontos, está agora Jerónimo de Sousa (por troca com Santana Lopes, e tendo também em conta que Tino de Rans deixou de ser testado).

O mês de maio foi muito duro para os dois principais líderes da Direita, Assunção Cristas e Rui Rio, e em particular para este último. O presidente do PSD (única alternativa realista para chefe de Governo) sobe oito pontos na taxa de rejeição e são agora 53% os que jamais votariam nele para primeiro-ministro. Na firmeza de voto, ou seja, nos que votariam de certeza, fica com os mesmos 13%.

Com isso aumenta a distância entre Rui Rio e António Costa, uma vez que este mantém-se como o candidato com menor taxa de rejeição (41%) e o que revela maior taxa de firmeza de voto (27%).

Última nota para os ódios de estimação de cada grupo de eleitores: no PS o alvo é Cristas (85%), no PSD/CDS é Jerónimo (90%), na CDU é Rio (93%) e no BE é Santana (88%), que aparece como o candidato com maior taxa de rejeição.