Boletim

Há o dobro de recuperados em relação ao número de óbitos da covid-19

Há o dobro de recuperados em relação ao número de óbitos da covid-19

São 2258 os portugueses que são considerados recuperados da covid-19, o dobro em relação ao número de óbitos (1105) registados no país desde o início da pandemia, a 1 de março.

Num dia em que a taxa de crescimento de novos infetados se situou nos 2%, acima da média da última semana, a Direção-Geral de Saúde (DGS) admitiu que está a tentar apurar os motivos que levaram a um aumento súbito de novos infetados na região de Lisboa. Segundo o boletim da DGS, apresentado, ontem, pelo secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, foram considerados recuperados mais 182 doentes, totalizando 2258 as pessoas livres da covid-19.

Trata-se do dobro em relação ao número total de óbitos, que atingiu os 1105, mais 1,5% do que anteontem. A maior parte das mortes continuam a registar-se no Norte do país (634), seguido de Lisboa e Vale do Tejo (230), do Centro (213) Algarve (13), dos Açores (14) e do Alentejo, com um caso.

Das mortes registadas, 743 tinham mais de 80 anos, 223 tinham entre os 70 e os 79 anos, 95 entre os 60 e 69 anos, 33 entre 50 e 59, 10 entre os 40 e os 49 e um dos doentes tinha entre 20 e 29 anos de idade.

Já em relação aos casos recuperados, a diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, informou que continuam a ser "acompanhados pelo seu médico, até esse considerar que o episódio de doença está encerrado", mesmo que estejam atualmente no domicílio.

O secretário de Estado revelou ainda que são 26 715 os portugueses ainda doentes, ou seja mais 533 (+2%) do que na véspera, dos quais 84,1% se encontram a recuperar em casa e 874 estão internados em hospitais.

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Quase 700 novos casos

Não é só a nível nacional que salta à vista um aumento de 2% no número de infetados. Nos últimos dois dias, também têm crescido, de forma invulgar, os casos na região de Lisboa. Anteontem, registaram-se mais 400 infetados e ontem 294. Uma situação que Graça Freitas admitiu carecer de atenção particular.

"Estão a procurar-se explicações. Estamos a estudar todos os dados que tivermos para tentar perceber se existe uma explicação concreta", avançou Graça Freitas, embora admita que possa ser uma "consequência dos rastreios constantes" naquela região do país.

Em termos concelhios, Lisboa é o que regista o maior número de infetados (1668). Seguem-se Gaia (1432), Porto (1269), Matosinhos (1163), Braga (1130), Gondomar (1017), Maia (874), Valongo (729), Guimarães (637) e Sintra (697).

DGS pondera alargar testes à covid-19

A Direção-Geral da Saúde pondera alargar os testes à covid-19 além de lares, estabelecimentos prisionais e creches, admitiu Graça Freitas, a propósito do pedido da Fenprof para que alunos e funcionários sejam testados. "Há uma política para testar em lares, sobretudo os trabalhadores, estabelecimentos prisionais e creches. Portanto, estão a ser analisadas outras situações que requeiram o mesmo tipo de atenção", declarou a diretora-geral de Saúde, na conferência de imprensa diária sobre a situação da pandemia no país.

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