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Herança pesada da troika e redução dos horários deixam Saúde à míngua

Herança pesada da troika e redução dos horários deixam Saúde à míngua

Governo já contratou quase nove mil profissionais mas sindicatos e ordens dizem que é insuficiente.

Há sete anos que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não tinha tantos trabalhadores, mas a falta de recursos humanos continua a ser uma das principais queixas das ordens e dos sindicatos, sucedendo-se os casos de demissões de direções nos hospitais por insuficiência de meios.

A contratação de 8793 profissionais entre 2015 e 2017 não chega para tapar os buracos abertos pela sangria de médicos e de enfermeiros nos anos da troika e pela redução do horário de trabalho das 40 para as 35 horas (dos enfermeiros e dos assistentes operacionais), medida decidida pelo atual Governo. Traduziu-se numa "redução efetiva da disponibilidade de pessoas em 12,5%, sem que tenha sido acompanhada pela contratação de profissionais que a neutralizasse", alerta Alexandre Lourenço.