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Herdade da Torre Bela desconhece conclusões de inquérito do ICNF

Herdade da Torre Bela desconhece conclusões de inquérito do ICNF

A Herdade da Torre Bela, na Azambuja, disse ao JN desconhecer as conclusões do inquérito do Instituto Nacional de Conservação da Natureza (ICNF), divulgadas esta quarta-feira, pelo que prefere não se pronunciar. Por determinação do ICNF, mantém-se a suspensão da caça na propriedade, onde foram abatidos 540 animais de grande porte durante uma caçada ilegal, em dezembro.

"A Torre Bela mantém a total colaboração com o ICNF e com todas as entidades oficiais, no que se refere às montarias realizadas na propriedade, designadamente as de dezembro passado", sublinha fonte oficial. "Mantendo-se como principal lesada, a Torre Bela aguarda também a conclusão do inquérito em curso pelo Ministério Público, na sequência da denúncia por si efetuada", acrescenta.

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) considera que as montarias realizadas em dezembro de 2020 na Herdade da Torre Bela, na Azambuja, "evidenciam o abate de um excessivo número de exemplares de espécies cinegéticas" e "fortes indícios de uma gestão não sustentável da exploração do efetivo de caça existente" na propriedade.

No inquérito realizado e que vai ser enviado ao Ministério Público, o ICNF aponta ainda "dificuldades de controlo do cumprimento das exigências a observar na emissão de títulos de caça para não residentes em território português" assim como "no que se refere à venda de selos para marcação dos exemplares de caça maior abatidos em zonas de caça".

Recorde-se que a polémica montaria na Herdade da Torre Bela foi organizada pela empresa "Huntings Spain and Portugal, Monteros de La Cabra" e terão participado 16 caçadores, que no final se fotografaram em poses vitoriosas junto aos animais abatidos e divulgaram as imagens nas redes sociais. Após o caso ser divulgado, os proprietários da herdade repudiaram a montaria "abusiva" a que garantiram ser alheios.

Na sequência do inquérito realizado, o ICNF decidiu "manter a suspensão da atividade cinegética na Zona de Caça Turística da Torre Bela (...) até à conclusão do inquérito em curso pelo Ministério Público".

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Determinou ainda "suspender os protocolos e acordos" para "a emissão de licenças de caça para não residentes em território português", "venda dos selos para marcação dos exemplares de caça maior abatidos em zonas de caça" e "venda de livros de autorizações especiais de caça, até à operacionalidade de um sistema que permita assegurar o controlo desses processos e a fiscalização da utilização das licenças e dos selos".

As organizações do setor da caça devem entregar "todos os selos não utilizados" e os "destacáveis dos selos em sua posse" num prazo de 20 dias após notificação.

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