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Hospitais ainda fecham portas a acompanhantes de grávidas no parto

Hospitais ainda fecham portas a acompanhantes de grávidas no parto

DGS admite restrições no parto e deixa ao critério das unidades. Queixas continuam, garante associação. Reguladora recebeu 190 reclamações.

Há hospitais que continuam a limitar o acompanhamento de grávidas pelos maridos ou parceiros durante consultas, exames, episódios de urgência e parto, contrariando as recomendações da Direção-Geral da Saúde emitidas em outubro do ano passado. No caso das grávidas infetadas com covid-19, as restrições em vigor na maioria das maternidades são ainda mais apertadas e generalizadas, garante a Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto, que continua a receber "muitas queixas e pedidos de ajuda". A Reguladora da Saúde recebeu, em 2021, quase 200 reclamações sobre o assunto.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou uma orientação, em outubro do ano passado, que recomenda o acompanhamento da grávida em todos os momentos, desde a vigilância pré-natal (consultas e exames), ao atendimento no serviço de urgência, internamento e parto. Mas, garante Sara Vale, "ainda há hospitais com restrições bastante fortes", nomeadamente no que respeita a consultas, exames e acompanhamento na urgência. "Isto é grave, porque há mulheres a receberem más notícias sozinhas", refere a responsável.

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