Porto

Hospitais de Santo António e São João "esgotaram" quartos para suspeitos de infeção de coronavírus

Hospitais de Santo António e São João "esgotaram" quartos para suspeitos de infeção de coronavírus

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse na segunda-feira à noite que os hospitais de Santo António e São João, no Porto, "esgotaram" a capacidade de internamento em quartos de pressão negativa para doentes suspeitos de infeção por Covid-19 e que teve de mandar abrir camas noutras unidades da região norte.

"Temos mais 12 hospitais prontos a receber doentes e todos os hospitais da zona norte foram ativados esta noite", disse no programa Prós e Contras da RTP, referindo-se aos outros quatro hospitais que "estavam prontos para ser ativados". Além dos dois casos de infeção confirmados, a diretora-geral revelou que já houve "mais de 100 casos suspeitos", fora os que fazem os exames no hospital de São João e vão para casa à espera dos resultados.

"Dois são a pontinha do icebergue, foram os que deram positivo. Mas já passaram muitos mais pelos nossos serviços", disse, admitindo que a chegada do vírus a Portugal "vai ser difícil" e desafiante para o sistema de saúde.

As primeiras análises a dois pacientes, um internado no Hospital de Santo António e outro no Hospital de São João, no Porto, deram positivo, apurou o JN. As informações foram confirmadas durante a manhã de segunda-feira pela ministra da Saúde, Marta Temido, em conferência de imprensa conjunta com a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

A ministra confirmou que o doente internado no Santo António é um "homem com 60 anos, que teve início de sintomas a 29 de fevereiro", cujo estado de saúde é "estável". Acrescentou ainda que existe, neste caso, "um link [ligação] epidemiológico ao norte de Itália", onde o português esteve de férias. Segundo apurou o JN, o paciente é um médico do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa.

Sobre o doente do São João, trata-se de "um homem de 33 anos", cuja análise hospitalar ao novo coronavírus deu positiva (durante a manhã, ainda se aguardava o resultado da contra-análise, que também se revelou positivo). Este paciente, que também está estável, registou os primeiros sintomas a 26 de fevereiro e "tem link epidemiológico a Valência, Espanha". Trata-se de um residente na zona do Grande Porto, trabalhador na área da construção civil em Espanha, segundo informações recolhidas pelo JN.

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