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Hospitais do Algarve podem internar 250 doentes e só têm seis

Hospitais do Algarve podem internar 250 doentes e só têm seis

O número de infetados com covid-19 com origem numa festa ilegal em Lagos, no Algarve, não pára de aumentar e crescem as preocupações numa altura em que muitos portugueses planeiam fazer férias naquela região do país.

O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) defende mais campanhas de prevenção enquanto o presidente da OM/Sul acredita que um surto com 100 casos em Faro ou Portimão pode obrigar a fechar o Algarve. As autoridades de saúde da região recusam as "declarações alarmistas" e garantem que os hospitais só têm seis doentes covid-19 e podem internar até 250.

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, Paulo Morgado, admitiu ontem que já são "cerca de 60" os infetados com covid-19 na sequência da festa que terá juntado mais de cem pessoas no passado dia 7 no clube desportivo de Odiáxere. Pelo menos dois doentes estavam ontem internados.

De acordo com Paulo Morgado, a maior parte dos casos são em Lagos, mas há também infetados em Lagoa e Portimão, e de fora da região. Já foram feitos mais de 500 testes e "todos os casos estão em investigação", assegurou. Tanto o presidente da ARS Algarve como a delegada de saúde regional esperam consequências para os organizadores do evento.

Além de campanhas mais intensas sobre as regras de prevenção da doença no Algarve, o bastonário da Ordem dos Médicos defendeu a necessidade de medidas acessórias nos aviões e nos aeroportos, como testes e inquéritos epidemiológicos. "Se nos aviões não há distanciamento social", terão de ser encontradas "outras regras" pelas companhias aéreas, acrescentou Miguel Guimarães. Sobre uma eventual cerca sanitária no Algarve, o bastonário notou que essa é uma decisão da tutela, mas depois de ouvidos os autarcas.

Também o presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, Alexandre Valentim Lourenço, defendeu, em entrevista ao "Diário de Notícias", medidas mais rigorosas para a zona do Algarve. E alertou que o anunciado reforço de médicos para a região, se for por mobilidade, pode prejudicar a recuperação da atividade programada noutras regiões. O JN questionou o Ministério da Saúde sobre como vai ser feito este reforço no Algarve, mas não obteve resposta.

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