Pandemia

Sem apoio do SNS, privados negoceiam com seguros

Sem apoio do SNS, privados negoceiam com seguros

A Multicare foi a primeira, mas os hospitais privados esperam que outras seguradoras e subsistemas de saúde incluam a Covid-19 na lista dos atos médicos comparticipados.

Será uma alternativa ao pagamento pelo Serviço Nacional de Saúde, que estaria acordado verbalmente, mas não teve espelho na proposta de protocolo apresentada pelo Ministério da Saúde aos privados.

Além de ter chegado a acordo com a Multicare, a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada disse estar disponível para negociar com outras seguradoras da área da saúde. Ontem, a Médis, por exemplo, só comparticipava testes (a 100%), desde que feitos num laboratório da rede e prescrito por um médico, particular ou do Estado.

ADSE estuda hipótese

Os hospitais querem também negociar acordos de comparticipação com subsistemas de saúde, como o SAMS (bancários) ou a ADSE (funcionários públicos). Ao JN, João Proença, do Conselho Geral e de Supervisão do subsistema do Estado, defendeu que os seus beneficiários devem ter "o mesmo tratamento" do que os clientes de seguradoras.

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Hoje, a ADSE remete os seus 1,2 milhões de subscritores para as unidades de saúde públicas e não comparticipa testes, tratamentos ou internamentos. "O conselho diretivo está a estudar essa possibilidade ", disse João Proença.

Os privados e a ADSE têm mantido um braço de ferro relativo às tabelas de comparticipação. Deveriam ter sido revistas em março, mas foram prorrogadas até junho.

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