Lisboa

Hospital da Cruz Vermelha com nova administração apesar de votos contra

Hospital da Cruz Vermelha com nova administração apesar de votos contra

O presidente da Cruz Vermelha (CV), Francisco George, nomeou dois administradores para o Hospital, com os votos contra dos acionistas minoritários, durante uma reunião de assembleia geral, que decorreu esta segunda-feira.

O momento da decisão foi contestado por entenderem que a prioridade passa por definir uma estratégia, face à anunciada venda da unidade de saúde à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, prevista para breve.

A presidência executiva foi assumida por Nuno Albuquerque, apesar de não ter formação, nem experiência em gestão. Formado em Direito, era diretor dos recursos humanos da CVP. O lugar de vogal foi ocupado por Catarina Baptista, que era coordenadora operacional da parte administrativa, apesar de ter formação na área das ciências e um curso de Especialização em Administração Hospitalar.

Tanto a Parpública, detentora de 45% do capital, como os médicos e enfermeiros, que representam 0,03% das ações, não terão feito observações aos nomes escolhidos por Francisco George, de que tiveram conhecimento apenas na segunda-feira, mas sublinharam a importância de dar um rumo ao Hospital. Na reunião, a presidente da Assembleia Geral, Aldina Gonçalves, e o secretário, João Martins, demitiram-se, em rutura com o presidente.

"Foi reposta a representatividade da CV no Conselho de Administração da Sociedade Gestora do Hospital, que entrou imediatamente em funções", comenta Francisco George, numa declaração escrita. Os anteriores administradores saíram em divergência com George, que continua como presidente não executivo, apesar de ser considerado "incapaz" por muitos profissionais que ali trabalham.

A Parpública não quis comentar.

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