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Hospital das Forças Armadas já foi buscar 22 militares à reserva

Hospital das Forças Armadas já foi buscar 22 militares à reserva

O Hospital das Forças Armadas (HFAR), no Lumiar, só este mês recebeu mais 429 militares vindos da Marinha, Exército e Força Aérea e já foi buscar 22 militares à reserva para reforçar os recursos humanos. A unidade atinge a sua capacidade máxima amanhã, sábado, com 212 camas para doentes covid-19 montadas em tempo recorde.

O refeitório do polo de Lisboa do Hospital das Forças Armadas já não tem mobília e, aos poucos, vai ganhando 50 novas camas para pacientes covid-19, divisórias, paredes improvisadas e equipamento hospitalar. Este é o último espaço dos vários edifícios da unidade a ser reconvertido em enfermaria, que deverá estar pronta amanhã. Na última semana, militares e civis redobraram-se em esforços e, em poucos dias, transformaram gabinetes de consultas, átrios e salas de espera em enfermarias para receberem doentes covid-19 de outros hospitais. O HFAR começou por ter, em março do ano passado, 20 camas de enfermaria e cinco de cuidados intensivos. Quase um ano depois tem dez vezes mais camas, 197 em enfermaria e 15 de cuidados intensivos.

Todos os dias, a Administração Regional de Saúde e Vale do Tejo (ARS) pergunta ao HFAR quantas vagas tem para pacientes covid-19. A pressão para a abertura de mais camas, aqui como em todos os hospitais da Grande Lisboa, é enorme, mas o Brigadeiro-General Rui Sousa, diretor do HFAR, para já não está a equacionar a abertura de novos espaços. Esta tem de ser acompanhada por um aumento dos recursos humanos, "onde há sempre mais limitações". "Em situação de catástrofe arranja-se sempre espaço, nem que seja nos corredores. O problema é a falta de recursos", observa Rui Sousa ao JN.

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