Porto

Hospital de S. João com 90% de respostas positivas vai ter mais vacinas

Hospital de S. João com 90% de respostas positivas vai ter mais vacinas

Cinco centros hospitalares do Porto, Coimbra e Lisboa preparam-se para inocular profissionais já no domingo

O Hospital de São João, do Porto, vai receber mais vacinas do que o previsto. Estão agora programadas mais de 2100 doses, acima das 1950 esperadas na segunda-feira. O reforço acompanha as intenções manifestadas pelos profissionais de saúde: um balanço provisório feito ontem indicava que, até agora, 90% das respostas são positivas, disse fonte oficial. O JN apurou que o hospital tentará vacinar todos os interessados logo no primeiro dia, previsto para domingo.

O São João será um dos cinco hospitais a vacinar os seus profissionais de saúde ainda este ano. Fonte oficial do hospital do Porto disse ao JN que ontem foi informado de que receberá mais de 2100 vacinas. Os restantes quatro hospitais são o centro de Lisboa Norte (Santa Maria e Pulido Valente), Lisboa Central (Curry Cabral, Dona Estefânia e São José), o Hospital de Santo António, no Porto e os Hospitais Universitários de Coimbra.

Os cinco centros hospitalares vão repartir entre si as 9750 doses que chegarão a Portugal depois do Natal. A partir de 2021, as remessas serão mais expressivas. Até ao fim do primeiro trimestre são esperadas quase 1,230 milhões de doses da Pfizer-BioNTech, menos 246 mil do que a estimativa inicial. O atraso, diz o Ministério da Saúde, será compensado no segundo trimestre.

Além disso, e com luz verde da Agência Europeia do Medicamento, serão entregues 1,4 milhões da Oxford-Astrazeneca (haverá um corte de 865 mil doses face ao previsto inicialmente) e 227 mil doses da Moderna.

Estas vacinas obrigam a duas tomas, pelo que as mais de 2,8 milhões de doses chegam para vacinar 1,4 milhões de pessoas. Ora, na 1.ª fase da campanha, calcula-se que serão abrangidas 950 mil pessoas: idosos trabalhadores de lares, profissionais de saúde de alto risco, forças armadas e de segurança e pessoas acima dos 50 anos e com doença coronária ou respiratória crónica grave e insuficiência cardíaca e renal.

Será a partir da 2.ª fase da campanha de vacinação que a cadeia logística será crítica. Ontem, no Porto, o Chefe do Estado Maior General, António Silva Ribeiro, disse que as Forças Armadas estão a colaborar com o Ministério da Saúde na "parte logística" do plano e adiantou que os militares serão vacinados pelos próprios serviços de saúde dos três ramos das Forças Armadas.

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