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Hospital de S. João finta regras nas escalas de obstetrícia

Hospital de S. João finta regras nas escalas de obstetrícia

Mapa deste mês não cumpre mínimos definidos pela Ordem dos Médicos. Em causa está recurso a internos com pouca formação. Bastonário já questionou direção clínica.

O Hospital de S. João, no Porto, está a recorrer a médicos internos com formação insuficiente para completar as escalas do serviço de Urgência de Ginecologia/Obstetrícia, violando as regras definidas pelo colégio daquela especialidade da Ordem dos Médicos. Este mês, o mapa tem mais de 20 irregularidades, denunciou Sindicato Independente dos Médicos (SIM). O bastonário Miguel Guimarães reconhece que a situação "é grave", porque reduz a qualidade e a segurança clínica e já pediu esclarecimentos à direção clínica e à diretora do serviço de Obstetrícia. Ao JN, o hospital garante que está a contratar mais obstetras e a avaliar o papel dos internos com a Ordem.

Com 1500 a 2500 partos anuais, o S. João é um hospital de apoio perinatal diferenciado. Como tal, segundo as regras definidas pelo Colégio de Ginecologia/Obstetrícia da Ordem dos Médicos, a escala da urgência tem de ter um mínimo de quatro especialistas em presença física. Sendo que o quarto especialista pode ser substituído por um interno da especialidade do 2.º ao 6.º ano e o terceiro pode ser substituído, a título excecional, por um interno do 5.º ou 6.º ano.

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