Madeira

Hospital do Funchal rejeita erro ou negligência na morte de menina após alta

Hospital do Funchal rejeita erro ou negligência na morte de menina após alta

O diretor do Serviço de Urgência Pediátrica do Hospital Dr. Nélio Mendonça, Manuel Pedro Freitas, rejeita a hipótese de erro médio ou negligência na morte de menina de oito anos que faleceu um dia depois de ter sido atendida naquela unidade hospitalar madeirense.

"A criança foi corretamente observada, a medicação foi feita de acordo com a observação", disse Manuel Pedro Freiras. "Agora estamos à espera que haja uma autópsia para ver se esclarece alguma coisa [...]. Das análises que nós temos parece mesmo ser uma situação viral, mas é difícil dizer o que terá acontecido", reconheceu, em declarações à agência Lusa.

O médico salientou ainda que no dia da observação "a Urgência estava muito calma", sem atrasos nas observações ou na prestação de cuidados médicos. "Não estamos a pensar nem em erro, nem em negligência. Está fora de questão", declarou o diretor do Serviço de Urgência Pediátrica do Hospital Dr. Nélio Mendonça.

Serviço de Saúde da Região Autónoma investiga circunstâncias

O Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (Sesaram) está a averiguar as circunstâncias da morte da menina, apesar de considerar que foram cumpridas as normas.

"A criança deu entrada no Serviço de Urgência Pediátrica no sábado, 11 de janeiro, com um quadro compatível com uma infeção viral respiratória superior. Perante o quadro que a criança apresentava, foram cumpridos os protocolos de atuação preconizados e prescrita a medicação adequada", referiu o Sesaram em comunicado, indicando que a criança tinha 8 anos.

No dia seguinte, domingo, "por agravamento do seu estado clínico", a criança foi assistida no atendimento urgente do Centro de Saúde de Machico, a unidade da sua área de residência.

"Devido à sua situação inspirar cuidados mais diferenciados, [foi] transferida em ambulância, acompanhada por um profissional de saúde para o Serviço de Urgência Hospitalar no Funchal, onde, lamentavelmente, viria a falecer", acrescenta a nota.

Magistrado vai decidir se há lugar à autópsia

Segundo o Sesaram, "aguarda-se decisão do magistrado do Ministério Público quanto à realização ou não de autópsia, a qual será comunicada diretamente à Medicina Legal".

O serviço regional adiantou que está disponibilizado apoio psicológico para acompanhar a família e os profissionais de saúde. "O Sesaram e os seus profissionais lamentam profundamente o falecimento e solidarizam-se com os familiares", conclui.

O Diário de Notícias do Funchal avançou hoje na edição digital que uma menina de 8 anos morreu ao final da tarde de domingo, na sala de triagem do Hospital Dr. Nélio Mendonça, um dia depois de ter sido assistida no serviço de urgência pediátrica da mesma unidade, com um quadro de febre alta e desmaios.

A criança foi vista por um médico que lhe receitou um medicamento e a mandou para casa. A menina não melhorou e, no dia seguinte, a família recorreu ao Serviço de Urgência do Centro de Saúde de Machico, de onde foi transferida para aquele hospital funchalense, onde viria a morrer.

Outras Notícias