Covid-19

Hospital Garcia de Orta vai transferir mais doentes para o Porto

Hospital Garcia de Orta vai transferir mais doentes para o Porto

As 16 novas camas de enfermaria para a covid-19 abriram e ficaram ocupadas num ápice. Unidade de Almada está com uma taxa de ocupação de 221% face à previsão inicial do plano de contingência e deverá reencaminhar, esta noite de sexta-feira, vários doentes para o S. João.

Tal como já aconteceu na semana passada, o Hospital Garcia de Orta (HGO) volta a ter de recorrer ao funcionamento em rede do Serviço Nacional de Saúde para poder responder à pressão covid-19.

Segundo apurou o JN, esta noite de sexta-feira vão ser transferidos vários doentes do Garcia de Orta para o Hospital de S. João, no Porto.

Um movimento idêntico ao que ocorreu no final da semana passada com os hospitais Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) e Beatriz Ângelo (Loures) a enviaram 15 doentes para três unidades do Grande Porto: S. João, Santo António e Gaia. Esta semana, o HGO transferiu cinco doentes para Matosinhos e outros cinco para o Santo António.

Aquela unidade de Almada estava hoje com um total de 167 doentes com SARS-COV-2, dos quais 146 internados em enfermaria, 18 em Cuidados Intensivos e três doentes hospitalização domiciliária, refere o Hospital em comunicado.

Pouco antes, noutro comunicado, a mesma unidade dava conta da afetação de mais 16 camas de enfermaria para o tratamento de doentes covid-19, para um total de 146. Que num instante ficaram ocupadas.

"O HGO mantém-se no nível III do seu Plano de Contingência, apresentando à data de hoje uma taxa de ocupação de 221%, relativamente ao que previa o Plano de Contingência, nomeadamente de 66 camas em enfermaria e 9 de cuidados intensivos, destinadas a doentes positivos para SARS-CoV-2", refere ainda a instituição.

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Ontem, o HGO anunciou que a sua capacidade estava "além do seu nível máximo" do Plano de Contingência.

"Considerando a enorme pressão assistencial, decorrente da elevada procura de doentes covid e doentes não covid que dura há várias semanas, o Hospital Garcia de Orta tem vindo a realizar reafetações sistemáticas de circuitos e espaços", acrescenta, destacando "o elevado esforço e dedicação dos seus profissionais" como fator determinante para assegurar as soluções adequadas aos doentes, "apesar dos níveis de exaustão que revelam".

Na Região de Lisboa de Vale do Tejo, o Garcia de Orta tem sido um dos hospitais com maior volume de doentes infetados por SARS-CoV-2, internados em enfermaria.

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