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Histórico comunista acusa PS de "amochar" aos "gritos" dos patrões

Histórico comunista acusa PS de "amochar" aos "gritos" dos patrões

O histórico comunista e conselheiro de Estado Domingos Abrantes desafiou hoje o PS de António Costa a definir-se politicamente, acusando os socialistas de "amochar" aos "gritos" dos "patrões" quando "se aproxima do PCP".

O desafio e a acusação ao PS e a Costa foram feitos pelo dirigente histórico do PCP, tido como um possível sucessor de Álvaro Cunhal, que foi o convidado do programa Geometria Variável, da Antena 1, com Nuno Severiano Teixeira, Carlos Coelho e Maria Flor Pedroso.

"O Partido Socialista tem de se definir. Aproxima-se do PCP, os patrões, pá, gritam, e o PS amocha, não é?", afirmou Domingos Abrantes depois de responder a uma série de perguntas sobre as condições que os comunistas têm para viabilizar o próximo Orçamento do Estado de 2022.

Para o antigo dirigente do PCP, esta "ideia de orçamento a orçamento é uma garantia" para o PCP e o PS.

Porque "a viabilização do próximo orçamento depende" de o partido do Governo "entender que não tem uma maioria absoluta" e não "pode governar sem ter isso em conta", disse.

O segundo fator é o Governo "realizar o que foi acordado no primeiro" orçamento - uma reivindicação que o PCP tem vindo a fazer ao longo das últimas semanas -, como a revogação das normas da legislação laboral introduzidas durante o período de intervenção da troika, de 2011 a 2014.

Pode "não ser tudo", admitiu, mas elegeu três áreas: "a contratação coletiva, o horário de trabalho, as indemnizações por despedimento".

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Com a sua abstenção, o PCP foi um dos partidos que ajudou a viabilizar o Orçamento do Estado de 2021, juntamente com o PEV, PAN e as duas deputadas não inscritas Joacine Katar Moreira e Cristiana Rodrigues.

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