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IAVE dá novas orientações para a correção de exame de Matemática A

IAVE dá novas orientações para a correção de exame de Matemática A

Os professores que estão a classificar o exame de Matemática A, feito por mais de 44 mil alunos, tiveram dúvidas e pediram esclarecimentos ao IAVE sobre o que deviam fazer nos casos em que os alunos responderam de acordo com os dois programas. O Instituto responde que deve ser atribuída a cotação máxima, independentemente do programa "escolhido" pelo estudante

"Não há nenhuma alteração aos critérios de avaliação no exame de Matemática A", afirmou em comunicado o IAVE, negando que tenham sido dadas indicações especificas aos professores/classificadores para cotação de três perguntas de escolha múltipla em que os alunos podiam responder de acordo com o programa de Matemática em vigor até 2015 ou de acordo com o programa atual.

No total, estas três questões podem valer, no máximo, 24 pontos. Na folha de exame, o aluno era informado que poderia responder de acordo com apenas um dos programas. Mesmo assim, de acordo com fonte do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), alguns alunos apresentaram duas respostas, de acordo com cada um dos programas. Uma situação que não estava prevista e que teve que ser regulamentada.

Confrontados com esta realidade, os classificadores pediram esclarecimentos à entidade que coordena a avaliação. Na resposta, o IAVE esclareceu que, apenas nos grupos em questão, nos casos em que os alunos responderam de acordo com os dois programas, apresentando uma das respostas corretas, deve ser atribuída a cotação máxima, independentemente do programa escolhido pelo estudante.

"Trata-se de uma medida que está alinhada com as melhores práticas internacionais em matéria de classificação de provas de avaliação externa e que tem como objetivo a salvaguarda da equidade, da fiabilidade da classificação, da validade dos resultados e, em última instância, salvaguardar do superior interesse dos alunos", salienta o documento. E finaliza: "Atentos aos condicionalismos, decidiu-se que, nos casos em que pudesse ser identificada uma resposta correta, esta deveria ser considerada assumindo que o não cumprimento da instrução não traduz um ato de má-fé por parte dos alunos".

O facto de juntar dois programas no mesmo exame mereceu fortes criticas de alunos, pais, professores e da Sociedade Portuguesa de Matemática.