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Igreja promove jornadas de cuidados paliativos para reforçar posição contra eutanásia

Igreja promove jornadas de cuidados paliativos para reforçar posição contra eutanásia

Um grupo de especialistas nacionais e estrangeiros vão estar reunidos em Lisboa e em Fátima, nos próximos dias 16 e 17 de março de 2020, no âmbito das Jornadas de Cuidados Paliativos, promovidas pela Academia Pontifícia para a Vida, um organismo da Santa Sé.

O encontro, que poderá coincidir com o regresso do debate sobre a eutanásia à Assembleia da República, é encarado como mais um contributo da Igreja católica para a luta contra a legalização da morte assistida, admitiu esta terça-feira, em Fátima, o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).

"Não sei se [o encontro] vai coincidir com o debate [parlamentar], mas é mais um ato importante" para demonstrar que "não desistimos" da luta "para que a eutanásia não vá para a frente", afirmou o padre Manuel Barbosa, no final da reunião mensal do Conselho Permanente da CEP. Questionado sobre a eventualidade dos padres virem a abordar o assunto nas missas, o porta-voz da CEP disse não estar nada previsto nesse sentido, nem estar ainda definida qualquer ação concreta no caso do tema entrar em debate no Parlamento. No entanto, reiterou a posição já assumida noutras ocasiões pela Igreja: "A posição em que nos colocamos é de luta pela vida, desde a conceção até ao fim natural. É preciso acolher, proteger e acompanhar".

Na reunião de segunda-feira, os bispos abordaram ainda a preparação da Jornada Mundial da Juventude 2022, em Lisboa, e além de tomarem conhecimento que a organização estabeleceu como idade limite para os participantes dos 14 aos 30 anos, decidiram publicar em breve uma Nota Pastoral, para acompanhar a peregrinação da Cruz e do Ícone das jornadas pelas dioceses portuguesas.

Em relação à Cimeira das Nações Unidas sobre o Clima (COP25), que decorre em Madrid, Espanha, Manuel Barbosa disse esperar que dali saiam "algumas decisões" que contribuam definitivamente para "um planeta mais saudável" e para uma ecologia integral, como tem pedido o Papa Francisco.

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