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IL vai propor regresso dos debates quinzenais no Parlamento

IL vai propor regresso dos debates quinzenais no Parlamento

O líder da Iniciativa Liberal anunciou esta quarta-feira que o partido irá propor o regresso dos debates quinzenais com o primeiro-ministro no Parlamento, de modo a aumentar o escrutínio ao Governo. João Cotrim Figueiredo revelou também que a bancada liberal vai apresentar um projeto de lei para uma nova Lei de Bases da Saúde.

"Uma maioria absoluta tem de dar lugar a um escrutínio ainda mais apertado", afirmou esta quarta-feira Cotrim Figueiredo, à saída de uma audiência com o presidente da República, em Belém, para justificar a proposta de regresso dos debates quinzenais.

O presidente da IL comprometeu-se a apresentar uma alteração ao regimento do Parlamento para "reintroduzir de imediato" a obrigatoriedade de o primeiro-ministro ser confrontado pelos partidos de quinze em quinze dias. Esse modelo, recorde-se, terminou em 2020, fruto de um acordo entre PS e PSD.

Descrevendo essa alteração como "verdadeiramente preocupante", Cotrim considerou que ela contribuiu para que o escrutínio ao Governo no Parlamento se tenha tornado "fraco". Atualmente, o primeiro-ministro apenas está obrigado a participar num debate parlamentar a cada dois meses, sensivelmente.

Críticas ao sistema eleitoral e ironia sobre Rio

O líder da Iniciativa Liberal anunciou que, a par do regresso dos debates quinzenais, o partido irá entregar também um projeto de lei para uma nova Lei de Bases da Saúde. Cotrim desafiou António Costa a provar que, tal como alegou, está mesmo "aberto ao diálogo", agora que deixou de estar "dependente da extrema-esquerda".

O presidente dos liberais lançou ainda críticas ao sistema eleitoral, aludindo aos 680 mil votos desperdiçados. O partido irá apresentar um projeto de lei que, entre outras alterações, contemple também a introdução de um círculo de compensação, como já ocorre nas regionais dos Açores.

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A IL é o segundo partido a defender mudanças deste género à saída da reunião com Marcelo Rebelo de Sousa. Na véspera, Bebiana Cunha, do PAN, fez o mesmo, argumentando que o círculo de compensação daria mais dois deputados aos animalistas (que só elegeram um) e que, dessa forma, "traduziria melhor" a vontade do país.

Cotrim Figueiredo ironizou com a resposta dada em alemão aos jornalistas pelo líder do PSD, Rui Rio, após a derrota eleitoral: "Não vou ​​​​​responder em alemão", atirou, por mais do que uma vez.

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