Autárquicas 2021

Ilda Figueiredo exige seis mil habitações no Porto, metade com urgência

Ilda Figueiredo exige seis mil habitações no Porto, metade com urgência

A candidata da CDU à Câmara do Porto, Ilda Figueiredo, defendeu esta quarta-feira que a cidade precisa, "no mínimo, de seis mil habitações" para responder às necessidades da população, sendo que "três mil são urgentes" para resolver problemas de insalubridade. Acusou Rui Moreira de não exigir a verba necessária do Estado, sugerindo que leve "camionetas" até Lisboa com população para tal reivindicação, mas criticou sobretudo o Governo pela falta de investimento na habitação portuense "durante 10 anos". Além disso, quer os "90 milhões de saldo orçamental do município" investidos em habitação.

A habitação social, a degradação de ilhas privadas, os despejos após compra por imobiliárias e a falta de casas a preços acessíveis e controlados foi o tema escolhido para a visita desta tarde em Campanhã.

Durante uma iniciativa pela Rua de Justino Teixeira, que começou na estação de Campanhã e em que visitou ilhas privadas e ruas degradadas, Ilda Figueiredo afirmou que aquelas seis mil casas para habitação pública e a rendas acessíveis são necessárias perante as "pessoas que são empurradas para fora da cidade e os jovens casais que não conseguem pagar as rendas especulativas e também vão para fora do Porto". Os últimos dados, destacou, apontam para saída de "mais de 5600 pessoas".

Remetendo para um balanço de há dois anos, destacou ainda que havia "três mil famílias a precisar de casa" por viverem "em condições de insalubridade, precisarem de habitação" ou viverem sem as condições necessárias.

A Câmara, diz Ilda Figueiredo, "deve exigir o dinheiro necessário, seja do Orçamento do Estado, seja do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para, no imediato, resolver este problema".

"Nos últimos 10 anos, o investimento público não existiu, nada", disse ainda, acusando o Governo de não investir para "recuperar habitação, nem mesmo a do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU).

Promessas de António Costa

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Acompanhada dos candidatos a Campanhã, cuja lista é encabeçada por José Maria Gomes, comentou ainda que, quando vê "o PRR e António Costa a dizer que dá prioridade à habitação, "a Câmara tem que ser reivindicativa, nem que seja levar camionetas a Lisboa com população" para fazer essa exigência e para garantir que as verbas inscritas não sejam apenas promessas do Governo no que respeita ao Porto.

Além disso, que use "os mais de 90 milhões de euros do saldo orçamental" para recuperar e construir habitação, bem como outros equipamentos sociais.

Críticas ao autarca socialista, apoiado por Moreira

Do mesmo modo, acusou a Junta socialista, cujo presidente é apoiado nestas eleições pelo movimento de Rui Moreira, de não ser reivindicativa".

Questionada sobre o facto de Rui Moreira apoiar o recandidato à junta do PS e atual presidente, justificou isso com o facto de "haver uma junta do PS que não é reivindicativa na defesa dos interesses dos munícipes da freguesia", nem sequer do que está "no orçamento da Câmara" em matéria de investimento.

A candidata da CDU ao Porto defendeu ainda naquela freguesia obras para inverter a degradação de passeios e vias, a recuperação de edifícios devolutos para habitação pública e a construção de equipamentos. Terminou na Praça das Flores para defender a melhoria daquele espaço verde.

Já a candidatura da CDU a Campanhã destacou que continua a ser "um freguesia esquecida" e foi a que perdeu mais moradores nos últimos 10 anos, cerca de 10% da população".

Na Rua de Justino Teixeira, visitaram uma ilha que foi comprada por uma imobiliária, apesar de a Câmara ter decidido exercer o direito de preferência. os moradores continuam a receber ordens de despejo e o caso está em tribunal, opondo a autarquia à proprietária. O julgamento é depois das autárquicas, explicou Ilda Figueiredo.

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