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Imigrantes de primeira e segunda geração são mais jovens e qualificados

Imigrantes de primeira e segunda geração são mais jovens e qualificados

Segundo dados do INE, 12,4% da população residente em Portugal em 2021, com idades compreendidas entre os 16 e os 74 anos, é imigrante de primeira ou segunda geração. E globalmente são mais jovens e mais qualificados do que a média da população em geral.

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelados na sexta-feira sobre a situação dos migrantes e seus descendentes revelam que, em 2021, 12,4% das pessoas residentes em Portugal, com idades entre os 16 e os 74 anos, tinham background imigratório: 7,6% eram imigrantes de primeira geração e 4,8% descendentes de imigrantes.

Segundo o INE, "a distribuição por idades da população dos 16 aos 74 anos, residente em Portugal em 2021, revela uma estrutura etária mais jovem nas pessoas com background imigratório, em relação às que não tinham background imigratório. Cerca de metade das pessoas com background imigratório tinham entre 16 e 39 anos de idade (49,3%), enquanto nas pessoas sem background imigratório aquela proporção ficava em 33,8%."

"De igual modo, também o perfil escolar das pessoas com background imigratório era bastante distinto do das pessoas sem background imigratório: 32,6% possuíam ensino superior, 36,5% ensino secundário e pós-secundário e 30,9% tinham completado, no máximo, o 3º ciclo do ensino, o que compara com 23,8%, 27,5% e 48,7% nas pessoas sem background imigratório, respetivamente", afirmam.

Em relação aos países de origem dos imigrantes de primeira geração, o INE afirma que muitos são provenientes de países como Angola, França, Brasil, Moçambique, Venezuela e mais de um terço nasceram num dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), razão pela qual o português era a língua materna da maioria destas pessoas (70,4%). Em relação à segunda geração, a maioria dos descendentes de imigrantes têm origens na União Europeia (86,6%), "dado que foi aí, sobretudo em Portugal, que nasceu pelo menos um dos progenitores."

Mercado de trabalho

No que respeita à situação no mercado de trabalho, o INE afirma que a população dos 25 aos 64 anos de idade com background imigratório não se diferenciava substancialmente da população sem background imigratório. No entanto, os imigrantes de segunda geração, em relação aos de primeira geração, "apresentavam uma situação mais desfavorável, que se traduz por menores taxas de atividade e de emprego, por uma maior taxa de desemprego e pela maior frequência de situações contratuais mais frágeis".

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A maior parte dos residentes, independentemente do seu background imigratório, encontravam-se satisfeitos com o seu trabalho e não se sentiram discriminados no seu emprego. Ainda assim, eram cerca de 10% os que indicaram ter sentido discriminação no contexto laboral, sendo esta proporção ligeiramente superior nos imigrantes de primeira geração (11,3%). O INE também refere que 28,9% dos imigrantes de primeira geração indicaram que o seu emprego atual exige menos competências do que o que tinham antes de vir para Portugal.

Mais em Lisboa e Algarve

No que diz respeito ao local de residência, o estudo identifica que a população imigrante está mais concentrada nas áreas urbanas, comparativamente com a população nascida em Portugal (79,7% e 72,8%, respetivamente). A distribuição por regiões NUTS II revela também que a população com background imigratório residia sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa (37,4%), Norte (26,4%) e Centro (21,9%). O INE realça o facto de que "a Área Metropolitana de Lisboa e o Algarve apresentavam as maiores proporções de pessoas residentes com background imigratório: 17,5% em cada uma das regiões".

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