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Imigrantes são "oportunidade" para desenvolvimento, lembra Poiares Maduro

Imigrantes são "oportunidade" para desenvolvimento, lembra Poiares Maduro

O ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional defendeu esta sexta-feira, num debate no Parlamento, que os refugiados "não devem ser vistos como um peso", e que podem contribuir para o desenvolvimento dos países que os acolherem.

"São antes pessoas que podem contribuir ativamente para as sociedades, para a economia dos países que os acolhem", salientou Miguel Poiares Maduro, acrescentando que os países com mais sucesso, inovadores e dinâmicos "são, frequentemente, os países que recebem mais imigrantes".

O ministro, que falava na Assembleia da República, à margem do debate "A Ciência e a Política Regional", sublinhou a importância de acolher imigrantes "não apenas de um ponto de vista humanitário", ou como "um exercício de solidariedade", mas também como "uma oportunidade" para o crescimento económico.

"Tal como a própria comissária europeia teve oportunidade de dizer, Portugal é o país com melhor execução de fundos europeus, neste momento. Mas nós queremos mais do que executar muito, queremos executar bem", frisou Poiares Maduro, após uma breve reunião com a comissária europeia para a Política Regional, Corina Cretu.

"As migrações são realmente um grande desafio", admitiu Corina Cretu, que participou no 55.º Congresso Europeu de Ciência Regional, que entre terça-feira e hoje trouxe a Lisboa centenas de cientistas e investigadores de todo o mundo.

A comissária europeia notou que os recentes incidentes com migrantes na Europa "não são um problema de um só país", da Hungria ou da Itália, por exemplo, mas que exige uma resposta comum e espera "uma mudança de consciência" de países até agora relutantes em participar na solidariedade para resolver o problema.

O congresso da Associação Europeia de Ciência Regional (ERSA), organizado pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) e pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional, debateu "a relação entre a ciência e as políticas, nomeadamente as de coesão territorial europeias orientadas para os países e regiões com problemas graves de finanças públicas".

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