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Imprensa espanhola destaca discurso "catastrofista" de Cavaco Silva

Imprensa espanhola destaca discurso "catastrofista" de Cavaco Silva

A Imprensa espanhola dá, esta quinta-feira, amplo destaque à tomada de posse de Cavaco Silva, com o jornal mais lido, "El Pais", a referir-se ao discurso "catastrofista" do Presidente da República.

O jornal, posicionado à esquerda, refere que o discurso de posse de Cavaco Silva, na quarta-feira, demonstra "a profunda fractura que separa o Governo e a oposição" bem como a difícil coabitação entre o chefe de Estado e o executivo.

"Num discurso de 40 minutos, Cavaco Silva falou mais como um líder de partido do que como um 'elemento moderador de tensões da vida política', segundo a sua própria definição", lê-se no diário espanhol.

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O jornal refere o "quadro catastrófico" do país que fica desenhado pelo discurso de Cavaco Silva, com uma "situação de emergência económica, financeira e social".

"A imagem do hemiciclo da Assembleia da República foi eloquente quando Cavaco pronunciou a última palavra. Os deputados dos grupos da oposição de direita, PSD e CDS, fizeram uma sonora e longa ovação, em frente ao silêncio dos bancos do Governo, do PS, dos comunistas e do Bloco de Esquerda", descreve.

O conservador ABC, por seu lado, refere que Cavaco Silva "toma posse com críticas aos socialistas" num "duro discurso sobre a crise do país e a actuação do Governo de José Sócrates.

"Realizou uma dura caracterização da situação económica lusa, recorrendo às estatísticas do desemprego, dos gastos públicos e da dívida", escreve o ABC, que destaca entre as críticas a Sócrates a recusa ao investimento do TGV.

A Rádio Cope - da Igreja Católica - destaca os alertas de Cavaco Silva sobre uma possível intervenção na economia, bem como a insustentabilidade da dívida pública e da dívida externa.

A maioria da restante Imprensa espanhol publica notícias sobre a cobertura distribuídas pela agência EFE, nas quais se destaca a referência à situação de "emergência" económica e financeira em que se encontra Portugal, segundo Cavaco Silva.

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