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Incêndio de Pedrógão Grande: "Ando a tremer com medo do verão"

Incêndio de Pedrógão Grande: "Ando a tremer com medo do verão"

Um casal de idosos e o sobrinho sobreviveram, mas ficaram apenas com a roupa do corpo. Hoje, temem que a falta de limpeza dos terrenos sirva de combustível a uma nova tragédia.

Três anos depois do incêndio que lhe engoliu a casa e o carro, e deixou marcas daquele inferno gravadas no corpo do marido, Alzira Quevedo, de 79 anos, não esconde a angústia de as chamas voltarem à aldeia de Barraca da Boavista, em Vila Facaia, Pedrógão Grande. "Ando a tremer com medo do verão", confessa ao JN.

"Ninguém limpa os pinheiros e os eucaliptos, que estão partidos ao meio", observa o marido, Álvaro Santos, de 83 anos. "Aqui há dias, fui passear com o meu sobrinho e vi um monte de eucaliptos grossos cortados na beira da estrada, e matos e silvas por todo o lado", confirma Alzira. "Se o lume vier daquele lado para aqui, nada escapa. Vai outra vez tudo à vida", teme.

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