Proteção Civil

Novos fogos em Mação e Vila de Rei são os que mais preocupam

Novos fogos em Mação e Vila de Rei são os que mais preocupam

Os dois incêndios que mais preocupam as autoridades lavram nos concelhos de Mação e de Vila de Rei, informou a Proteção Civil, adiantando que, entre 8 e 14 de agosto, se registaram 74 feridos.

O incêndio que deflagrou terça-feira à noite em Água Formosa, Vila de Rei, mantinha uma frente ativa pelas 14.30 horas: "O fogo está novamente descontrolado e a lavrar em dois setores com muita intensidade e com muitas projeções devido ao vento, sendo que, um deles, segue em direção à aldeia de Borda da Ribeira, para uma parte que já ardeu e outro setor está a seguir em direção à aldeia de Lousa", disse à Lusa, o vice-presidente daquela autarquia do distrito de Castelo Branco que confina com o vizinho município de Mação, já em Santarém, e para onde o fogo alastrou na terça-feira à noite.

Paulo César, que falava a partir da aldeia de Lousa, disse que "ainda não foram evacuadas mais aldeias", tendo referido, no entanto, que já deu instruções para "retirar duas pessoas daquela aldeia por motivos de precaução".

A meio da manhã, cerca das 11 horas, o Comandante Operacional Municipal de Proteção Civil (COMPC) de Vila de Rei, Sérgio Francisco, havia referido que o incêndio mantinha-se "ativo", mas "a ceder aos meios de combate no terreno", não apresentando risco para as populações.

A perspetiva do COMPC de ter este fogo "controlado até ao início da tarde", não se veio a verificar, tendo as condições no terreno sido alteradas com o aumento da intensidade do vento.

O município de Vila de Rei mantém o Plano de Emergência Municipal ativo desde as 19.30 horas de domingo, dia em que as chamas entraram no concelho provenientes de um sinistro em Ferreira do Zêzere, tendo obrigado a evacuação de cerca de 15 aldeias e à retirada de 112 habitantes.

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De acordo com a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), cerca das 14.30 horas, estavam no terreno 373 operacionais, apoiados por 123 meios terrestres.

74 feridos em sete dias

Entre 8 e 14 de agosto foram registados 74 feridos e 49 pessoas foram assistidas, entre as quais 32 bombeiros, quatro militares da GNR e 13 civis, adiantou o comandante ANPC, Rui Esteves. O comandante nacional explicou que estes dois incêndios "são novos, não são reativações".

"São dois dos quatro que se iniciaram em Mação e Vila de Rei. São as situações mais preocupantes a nível nacional, tendo em conta que os outros fogos se encontram dominados", explicou.

Fazendo um balanço da semana de 8 a 14 de agosto, Rui Esteves afirmou que ocorreram 1431 incêndios florestais que envolveram 44986 meios humanos, apoiados por 12148 veículos e houve 831 missões aéreas.

Os distritos com mais fogos nesta semana foram o Porto, Aveiro e Braga.

Segundo o comandante nacional da Proteção Civil, 38% das ocorrências (889) ocorreram no período noturno.

Comparando com a semana de 1 a 7 de agosto houve um acréscimo de 72% no número de incêndios rurais (mais 601). Houve também um aumento de 103,6% no número de meios envolvidos (mais 22887), mais 86% no número de missões aéreas e mais 73% no número de horas voadas.

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, afirmou na terça-feira que os fogos que começam à noite e em "lugares estratégicos e cirúrgicos" não podem ser de "mão bondosa", apontando situações de "criação de incêndios".

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