Pandemia

Incidência aumenta na segunda-feira com mais casos desde fevereiro

Incidência aumenta na segunda-feira com mais casos desde fevereiro

Portugal regista duas mortes e 435 novos casos de covid-19, na pior segunda-feira desde fevereiro. Há menos doentes graves, mas internamentos hospitalares sobem.

A pandemia de covid-19 causou 17205 mortes em Portugal, desde que foi detetada no país, em março de 2020, duas nas últimas 24 horas, período no qual foram reportados 435 novos casos da doença causada pelo vírus da SARS-CoV-2, que infetou já 849093 pessoas.

Nos hospitais, há menos dois doentes graves (52 no total), mas os internamentos aumentaram para 283, mais 12 do que no domingo. Durante o fim de semana, 39 pessoas foram hospitalizadas, contando com as 27 que deram entrada no sábado.

Os números desta segunda-feira, dia normalmente mais calmo, representam uma descida relativamente aos 445 casos de domingo (menos 10), mas representam uma subida relativamente à segunda-feira passada, 241 casos, e à anterior, a 17 de maio, quando foram reportados 199 infeções e por aí fora.

É o pior registo do mês, mas não fica por aí: esta é a pior segunda-feira desde fevereiro, mês que registou um total de 84046 infeções, das quais resultaram 3835 mortes. Números só superados por janeiro de 2021, que acumulou 306848 infeções e 5576 mortes. Desde 1 de março, com 394 casos, que não havia registo de tantas infeções no primeiro dia útil da semana.

De acordo com o boletim da DGS, havia, esta segunda-feira, 22933 casos ativos de covid-19, mais 111, naquela que é a sexta subida consecutiva desde índice. O número de doentes recuperados é agora de 809135, mais 322, enquanto o total de pessoas sob vigilância cresceu 639 para 24126.

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Segunda-feira é dia de atualização da matriz de risco, cuja evolução define o nível de confinamento no país, tendo por base uma taxa de incidência máxima de 120 casos de infeção por SARS-CoV-2 por 100 mil habitantes, e pelo índice de transmissibilidade, o R(t), cujo máximo é de 1,0.

De acordo com o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira, a taxa de incidência subiu de 59,06 para 63,03 casos de infeção por 100 mil habitantes, a nível nacional. Ilhas excluídas, aumentou de 56,0 para 60,4 de sexta-feira para esta segunda-feira.

O R(t) fixou-se no 1,07 a nível nacional, mesmo registo de sexta-feira, tendo caído para 1,06 no continente, quando comparado com os dados da semana passada.

A Região de Lisboa e Vale do Tejo é a mais afetada atualmente pela pandemia, registando 240 novos casos, o que corresponde a 55% do total diário. É o 11.º dia seguido em que o entorno da capital soma mais infeções que qualquer outra zona do país, com o total a ascender, esta segunda-feira, a 321212 testes positivos, dos quais resultaram 7212 mortes.

A Região Norte, ainda a mais afetada em casos totais, reportou mais 113 novas infeções, para um total de 340411 infeções, das quais resultaram 5355 mortes, uma das quais nas últimas 24 horas.

A outra vítima mortal foi registada na Região Centro, que perdeu 3022 vidas desde o início da pandemia, de um total de 119849 casos de covid-19 desde março de 2020, 12 nas últimas 24 horas.

O Alentejo soma 30189 casos, 10 nas últimas 24 horas, e um total de 971 óbitos, desde o início da pandemia. Mais a sul, o Algarve mantém-se com 363 óbitos reportados, num dia em que anotou mais 16 casos de covid-19 (22286 no total).

Nas ilhas, registo para mais 31 novos casos nos Açores, com os totais agora em 5428 infeções e 33 óbitos, enquanto a Madeira reportou 13 infeções, para um acumulado de 9718 testes positivos e 69 óbitos desde o início da pandemia.

As vítimas mortais são uma mulher com mais de 80 anos e um homem da faixa etária dos 60-69 anos.

O escalão etária acima dos 80 anos é o mais afetado pela pandemia, tendo perdido 11186 pessoas, 66% do total de 17025 óbitos, enquanto a faixa dos 60-69 anos é a terceira mais penalizada, com 1532 óbitos, 9% do total nacional.

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