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INEM deixa de medir febre nos aeroportos

INEM deixa de medir febre nos aeroportos

Dez suspeitos de covid-19 entre quase 1600 passageiros que acusaram temperaturas altas.

O Governo decidiu afastar o INEM do controlo da temperatura dos passageiros que chegam aos aeroportos nacionais, depois de as equipas de emergência médica o terem feito durante cerca de mês e meio. Nesse período, foram detetados 1598 casos de pessoas febris, dos quais dez eram suspeitos de covid-19. A ANA, gestora aeroportuária, pede que seja restabelecida a presença de uma "entidade competente em matéria de saúde pública".

Desde o dia 7 que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) deixou de fazer a contra verificação da febre em passageiros que acusavam temperaturas altas ao passar pelos pórticos de infravermelhos, instalados a meio de março pela ANA, em cinco aeroportos. - Porto, Lisboa, Faro, Funchal e Ponta Delgada. Tratou-se de uma decisão do Ministério da Saúde (MS) e do Ministério das Infraestruturas e Habitação (MIH).

O JN questionou o MS, que tutela o INEM, tendo o ministério liderado por Marta Temido remetido para o MIH qualquer esclarecimento. Já o ministério de Pedro Nuno Santos não respondeu até ao fecho desta edição às questões.

Mais casos no Porto

Segundo dados fornecidos ao JN, entre 20 de março e 7 de maio, o INEM confirmou a febre a 1598 pessoas no Porto, Lisboa e Faro. Estas verificações aconteceram "nos casos em que os infravermelhos não conseguiram fazer a leitura ou quando foi identificado alguém com temperatura elevada".

Dos 1598 casos, 709 aconteceram no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto. Em Lisboa, apenas 191, e no aeroporto de Faro, 698. Entre eles, a Norte houve cinco casos suspeitos de covid-19 e na capital outros cinco. Estas dez pessoas foram encaminhadas "para um espaço de isolamento".

não é solução de futuro

Com o afastamento do INEM, desde o dia 7 "a ANA passou a alertar individualmente os passageiros com temperatura elevada, transmitindo-lhe informação para a monitorização de sintomas e seguimento no sistema de saúde", explicou, ao JN, a empresa, que defende que esta "solução transitória" só é "possível com o tráfego atual, fortemente reduzido".

A ANA, que admite ter sido apenas "informada a semana passada que o INEM deixava de estar presente", refere estar "em contacto com o Governo" para se "restabelecer um segundo rastreio no aeroporto em permanência". v

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